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ainda recebe a neozelandesa Kimbra, a diva africana Angeliqué Kidjo e as portuguesas Orelha Negra e Aurea. O Brasil também terá destaque com Lenine, Mallu Magalhães, BNegão e Nando Reis. Em 2013, o Rock in Rio por um Mundo Melhor lança o projeto Lixo no Lixo. Rio no Coração. E pede para as pessoas serem responsáveis pelo seu lixo, uma demonstração de amor à sua cidade.

História “Quem foi nunca esqueceu e quem não foi já ouviu inúmeras histórias”, conta o jornalista Luiz Felipe Carneiro, autor do livro A história do Maior Festival de Música do Mundo. Os espetáculos que passaram pelo Rock in Rio simbolizaram o grito da juventude que ora era romântica, ora revolucionária. Em 1985, um coro de 250 mil pessoas acompanhava Freddy Mercury na canção Love of my life. A voz do Queen logo se calou perante a multidão que do início até o fim entoou a música. Foi também neste dia que uma mul-

tidão cantou I want break free, do Queen, embalados pelos ideais de liberdade da época, que incluía a independência feminina e a redemocratização do País pós-Ditadura Militar. No dia da eleição de Tancredo Neves, Cazuza pediu ao público para que “o dia nascesse feliz” para o Brasil. A vaia para Britney Spears ao mostrar a bandeira dos Estados Unidos foi inevitável no Rock in Rio 2001, dois dias antes da posse de George W. Bush. Também em 2001, Axl Rose berrou “Welcome to the jungle” e fez o delírio da galera na selva tropical. A cantora Cassia Eller mostrou os mamilos em um show histórico, cantando Nirvana. Em 1991, o espetáculo do Prince deixou a plateia extasiada com uma mistura de funk, soul e rock. George Michael uniu todas as orientações sexuais numa só canção: Freedom. Stevie Wonder surpreendeu o mundo cantando, em 2011, Garota de Ipanema e Você abusou. E conquistou os brasileiros. Em 2001, foi lançado o slogan Por um Mundo Melhor,

para chamar a atenção do mundo para questões sociais. O resultado foi o País em silêncio, por três minutos, numa mobilização jamais vista, que envolveu rádios e emissoras de TV. Desde então, parte da renda do festival passou a ser destinada a projetos sociais. Cerca de R$ 40 milhões já foram investidos em ações como a plantação de mais de cem mil árvores, a construção de uma escola na Tanzânia e de um centro de saúde no Maranhão, e a educação de 3.200 jovens no ensino fundamental no Rio de Janeiro. O projeto Por um Mundo Melhor inclui a doação de mais de 2.200 instrumentos para cerca de 150 instituições sem fins lucrativos de todo o Brasil, a construção de dez salas de música em escolas públicas do Rio de Janeiro, a formação de 40 jovens em assistentes de luthier, profissionais especializados na confecção e manutenção de instrumentos musicais.

Curiosidades - O Rock in Rio é uma das

Stevie Wonder surpreendeu o mundo cantando, em 2011, Garota de Ipanema e Você Abusou

marcas mais famosas do mundo. Em Portugal é mais forte que a Copa do Mundo. Na Espanha, mais famosa que a Fórmula 1 - Em 1985, Roberto Medina chegou a desistir de fazer o Rock in Rio. Aterrar o terreno descampado em Jacarepaguá era um grande problema. Foi quando três jovens pararam Medina no Rio de Janeiro e fizeram a maior algazarra com o empresário, agradecendo o grande evento que estava por acontecer. Medina encontrou nos rapazes um incentivo para continuar e não desistir - O Rock in Rio foi um dos primeiros shows a iluminar a plateia. Antes, artistas preferiam dar destaque ao palco. O show do Queen, em 1985, mostrou a importância do público, quando 250 mil pessoas viraram a atração, quando cantaram a música Love of my Life - Em 2001, Medina ligou para o então presidente Fernando Henrique Cardoso para pedir

Rita Lee foi uma das representantes da MPB no show de rock

Revista GPS Brasília 5  
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