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A TURMA

DA PETECA Por Marina Macêdo Fotos Celso Junior

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É assim que são chamados os atletas brasilienses que ao longo de três décadas treinam, se divertem e competem Brasil afora. A peteca é um dos esportes que tem a cara de Brasília

ão deixe a peteca cair”. O dito popular, que incentiva pessoas a não desanimarem em momentos de dificuldade, refere-se a um esporte querido por muitos brasileiros. Por muito tempo, a peteca foi tratada como recreação, mas a modalidade foi conquistando novos adeptos e, em 1973, em Minas Gerais, começaram a ser desenvolvidas regras, surgindo a Federação Mineira de Peteca (Fempe). Ela foi oficializada como esporte somente em 1986, pelo Conselho Nacional de Desporto. O esporte cresceu e ganhou interessados nos quatro cantos do Brasil. Em especial na Capital, onde espaço, ambiente e atmosfera propícios não faltaram para que a modalidade não só iniciasse, como também despertasse paixões. A novidade desembarcou timidamente no final da década de 70 e logo invadiu os parques e clubes da cidade, lançando exímios petequeiros do Cerrado. Em Brasília, estima-se que haja cerca de 200 atletas. Os clubes credenciados para os treinos oficiais são o Iate Clube, Minas Tênis Clube, Vizinhança, Country Club e As-

bac. São nesses locais onde tudo acontece. Mas os representantes garantem que, apesar da seriedade do esporte, na peteca não existe o posto de profissional. Todos são amadores. Jogam e, sobretudo, se divertem. O engenheiro eletricista José Ferreira, 70 anos, natural de Belo Horizonte, foi um dos primeiros a jogar peteca em Brasília. “Conheci o esporte em minha cidade natal. Quando cheguei na Capital, em 1978, continuei praticando com um grupo de mineiros. E não parei mais”, lembra Ferreira, que treina quatro vezes por semana no Iate Clube. De um total de 24 campeonatos já realizados no Brasil, ele participou de 22 premiações. “Fui medalha de ouro 16 vezes”, diz. Sobre o segredo para chegar tantas vezes ao pódio, Ferreirinha revela o mistério. “A Peteca tem quatro fundamentos básicos. Primeiro, a escolha do parceiro. Segundo, não deixar a peteca cair. Terceiro, não jogá-la na rede ou fora da quadra. Por fim, direcioná-la para o local aonde adversário não chegue a tempo”, conta. Além de quadras de ci-


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