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Por Raquel Jones Fotos Celso Junior

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grama é da espécie bermuda, de folhas lineares, finas, lisas e perenes. Está sempre verde e bem cortada. As árvores têm o tronco retorcido, característica do Cerrado. No Clube de Golfe de Brasília, o clima é de interação total com a natureza. Localizada no coração da cidade, às margens do Lago Paranoá, de uma tacada vê-se a Ponte JK. De outra observa-se belos pássaros e árvores que são verdadeiras obras de arte. Em 1957, o então presidente Juscelino Kubitschek pe-

diu ao urbanista Lúcio Costa que reservasse o lugar onde seria praticado o desporto. Em 1964, um grupo de amigos do golfe se uniu e criou a Associação Clube de Golfe de Brasília, realizando o desejo de JK. Foi pelas mãos do inglês Robert Trend Jones que o campo tomou forma. Considerado o papa dos designers, Jones está para o ramo assim como Niemeyer está para a arquitetura. Em Brasília, fez a façanha de desenhar um espaço, onde a bola passa por cima do

lago para chegar ao buraco. É belíssimo”, descreve o diretor de marketing do Clube de Golfe, Hermano Wrobel. A genialidade de Jones tornou o clube de Brasília famoso. Na América Latina, só existem dois campos desenhados por ele. Em Brasília, são 74 hectares de extensão, cinco lagos artificiais e 18 buracos. Na época da construção, a grama veio de avião dos Estados Unidos. O clube se mantém no topo dos campos de golfe brasileiros. Será subsede durante as Olimpíadas de 2016, jun-

tamente com Rio de Janeiro (RJ), Búzios (RJ) e São Paulo (SP). Atualmente, são 287 associados e cerca de 200 funcionários. Os frequentadores são aposentados, empresários, servidores públicos, diplomatas. “Os coreanos são os que mais frequentam, pois não têm um espaço como o que temos aqui lá na Coréia”, conta Wrobel. A estrutura e qualidade do campo são de nível internacional. Há seis anos tem sistema de irrigação controlada por satélite. Assim como o


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