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BAIRRO

organizados por letras de A a J. Já na Praça dos Cristais coube a Roberto Burle Marx impor a sua marca. O paisagista plantou no local o Pau Brasil. Curiosamente, a árvore em extinção no País se adaptou ao Cerrado, apesar de ser originada da Mata Atlântica. Buritis, palmeiras do Cerrado, lírios e camarás também florescem na região de 102 mil metros quadrados. São 56 espécies diferentes, que contornam um imenso lago com quatro mil peixes. No meio das águas, surgem gigantes cristais de concreto, uma homenagem às pedras típicas

do Planalto Central. Muita beleza envolve o Setor Militar Urbano, assim como sua vasta história. Durante o governo José Sarney, a Avenida do Exército sediou a cerimônia do 7 de Setembro. A avenida também chegou a ser pista de pouso de avião, na época da construção de Brasília. No interior do QG, há o Salão Nobre dos Guararapes, que faz referência a grandes acontecimentos do Exército e suas personalidades, por meio de obras de artes. Nas paredes, um dos quadros do pintor e coronel Pedro Paulo Cantalice Estigarribia conta a

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história do general Rondon. “Ele foi uma importante figura na nossa história. Contribuiu para construir o Brasil e fazê-lo um País indissolúvel”, acrescenta o coronel Paulo Campanha. No chão, um tapete de 12 metros de 120 quilos de lã e 35 cores, feito por artesãs, retratam a Batalha dos Guararapes. Se quiser saber mais sobre os generais e os “praças”, no hall de entrada do Teatro Pedro Calmon existem exposições de armas antigas da época da Guerra do Paraguai, além de outros artefatos de guerra. O Setor Cultural do

Exército é público, aberto à visitação. No Oratório do Soldado, missas são celebradas diariamente. O templo é ecumênico – espíritas, católicos ou evangélicos podem realizar suas cerimônias. E assim se mantém o Setor Militar Urbano. Uma pequena cidade dentro da Capital. Com autonomia, identidade, regras e soberania. Um pequeno reino. O sociólogo Roberto Freyre traduziu bem o que representa para o País. “O Exército é a mais lídima e representativa das instituições nacionais; ele é o verdadeiro índice do povo brasileiro.”


Revista GPS Brasília 5