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BAIRRO

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Por Raquel Jones Fotos Celso Junior

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648. Esse foi o ano em que índios, negros e mestiços travaram uma verdadeira batalha contra os holandeses, no Nordeste do Brasil. Era dia 19 de abril, ou tono em Pernambuco, quando os nativos subiram ao morro dos Guararapes para lutar contra os estrangeiros que dominavam o plantio da cana de açúcar na região. Nascia ali os guardiões da pátria, o Exército Brasileiro. “A paz queremos com fervor, a guerra só nos causa dor. Po rém, se a Pátria amada for um dia ultrajada, lutaremos sem temor”, cantam os soldados no seu hino de guerra. Assim é o espírito do Exército, lutar com bravura em nome da nação. O que aconteceu no morro dos Guararapes mudou a his tória do Brasil. Hoje, o Exér cito guarda nossas fronteiras, ajuda a construir o nosso País, garante a soberania nacional com hierarquia e disciplina, regras clássicas estabelecidas no meio militar. A instituição possui uma sede que simboliza toda a sua missão. Localizada no Setor

Militar Urbano de Brasília, foi construída no final dos anos de 1960 sob os desenhos de Oscar Niemeyer e instalada numa área de 3,4 milhões de metros quadrados. Essa sede possibilitou uma nova vida para milhares de brasileiros que escolheram a carreira militar. Muitos são requisitados de diversas par tes do País para trabalhar na Capital Federal. Antes de se mudar, fazem o requerimento por unidades habitacionais, chamadas de Próprio Nacio nal Residencial (PNR), para viver com suas famílias. Ao todo, são 4.449 PNR, sendo cerca de 700 somente na Vila Militar e as outras espalhadas na Asa Norte, na Asa Sul e no Cruzeiro.

A Vila A tranquilidade da região é um ponto a favor para quem vive uma vida urbana bas tante agitada. Há 13 anos, o Capitão Sá mudou-se do Rio de Janeiro para a Vila Militar e desde então desfruta do con tato frequente com a natureza


Revista GPS Brasília 5