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NATURAL

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A PELE AGRADECE Maquiagens orgânicas entram no mercado dispostas a usar sua bandeira friendly para ganhar adeptos. Apesar da boa causa, ainda há algumas limitações no resultado estético

Por Raquel Jones

Q

uando a übermodel Gisele Bündchen revelou que makes orgânicos estão entre os seus segredinhos na manutenção da linda pele. Tais maquiagens passaram a ser o Santo Graal da beleza de muitas mulheres. A declaração de Gisele foi um start para quem valoriza o look natural e a bandeira do ecologicamente correto. Novas tecnologias voltadas para esses cosméticos têm tornado as maquiagens cada vez mais atrativas, mas é preciso atenção. A questão divide opiniões com relação à eficácia dos produtos. Essa onda verde tem ditado moda na arquitetura, no design e na culinária. Podemos dizer que as maquiagens orgânicas, também conhecidas como maquiagens eco-friendly, são gestos novos para assuntos tão discutidos. Elas têm na sua composição substratos de origem sustentável, não contêm aditivos químicos, como o conservante sintético parabeno, e não foram obtidas por meio de testes feitos com animais. Não há mulher que não queira saber o segredo de beleza de Gisele Bündchen. Em entrevista, a modelo disse que não usa muita maquiagem no dia a dia e que sua marca preferida leva o selo orgânico estampado na eti-

queta: “adoro os produtos da RMS make-up”, revelou. Em 2008, nos Estados Unidos, a maquiadora Rose-Marie Swift lançou a RMS, com a proposta de ser a primeira marca a usar ingredientes orgânicos no mundo. Hoje tem linha de corretivos, sombras, iluminadores, lip balms, com fórmulas livres de ingredientes tóxicos e metais. No mesmo ano, a marca norte-americana Ecotools lançou uma linha de pincéis com cabos de bambu, alumínio reciclado, cerdas sintéticas e embalagens biodegradáveis. Foi pioneira no mundo e hoje é mais vendida nos Estados Unidos. “Acredito que a linha de maquiagens e de produtos de beleza eco-friendly são uma tendência. Tecnologias voltadas para esse segmento são cada vez mais inovado-

ras e os produtos são de qualidade”, pondera o fundador da Ecotools no Brasil, Igor Costa, que trouxe a marca para o País há dois anos. A norte-americana Organic Wear, que garante ser a primeira certificada Ecocert, órgão de certificação para cosméticos naturais e orgânicos, lançou recentemente o primeiro rímel com 100% de fibras naturais, sem irritação. Marcas importadas, como Josie Maran Cosméticos, Al Verde, Nvey Eco, Cargo PlantLove, Alima Pure, estão dando o que falar com relação à diversidade de cores dos produtos e embalagens que respeitam a natureza.

No Brasil As maquiagens orgânicas ainda não podem ser comercializadas no País. De acordo com o Instituto Biodinâmico

no Brasil (IBD), a Lei 10.831, que trata do assunto, ainda não foi regulamentada. “O IBD somente pode rotular os produtos como natural. É proibido usar orgânicos como flash no rótulo. Apenas indicar origem orgânica na lista de ingredientes”, esclarece o diretor do instituto, Alexandre Harkaly. A questão divide opiniões entre os profissionais da beleza. De acordo com a maquiadora do salão brasiliense Helio Diff Instituto de Beleza, Vera Oliveira, as maquiagens orgânicas ainda não têm fixação na pele. “Elas não duram por muito tempo e as sombras são mais fáceis de borrar, porque não têm fixação. As bases são mais hidratantes do que corretoras, não escondem as imperfeições da pele. Indico para quem tem uma pele super bem tratada

Revista GPS Brasília 5  
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