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om a agenda constantemente cheia graças ao comando de uma das maiores marcas do mercado moveleiro de luxo das Américas, Paulo Bacchi, CEO da Artefacto, separou um tempo durante merecidas férias com a família, nas Bahamas, para conversar com a GPS|Miami. Em pauta, suas lojas bem-sucedidas e os desafios enfrentados na liderança da marca brasileira, que se expande desenfreadamente no exterior. Duas décadas de história marcam a trajetória da Artefacto. Sob o comando de Paulo desde 2013, a marca se instalou em terras americanas em 2002 e hoje é líder em faturamento no ramo na Flórida, desbancando concorrentes italianas e americanas. Os desafios foram muitos. “Daria para escrever um livro, talvez o faça mais para frente”, diz Paulo. “Vir de um mercado onde você é conhecido para um em que você não é ninguém foi a grande barreira”, complementa. A ideia de se estabelecer em Miami foi pensada e planejada com antecedência. A escolha da cidade, não só para edificar uma nova vertente da Artefacto, mas para morar, aconteceu por inúmeros motivos. “Miami, por ser o maior centro de compras da América Latina, me ajudaria a impulsionar crescimento em qualquer área. A cidade estava em profundo processo de expansão. Além disso, sempre gostei de cidades de praia”, compartilha. Para receber a primeira loja, o bairro escolhido foi o sofisticado Coral Gables. O timing não podia ser melhor. Na mesma época, lojas como Gucci, Jimmy Choo e Carolina Herrera haviam acabado de inaugurar no shopping a céu aberto Village of Merrick Park. O sucesso da Artefacto foi rápido. E um dos motivos para esse boom foi a agilidade na entrega, sempre tendo produtos em estoque. O resultado? Outras filiais foram abertas. “Logo após o sucesso da primeira loja de Coral Gables, comecei a expansão da Artefacto pela América. Palm Beach foi a primeira, seguida de Washington DC, Atlanta e Fort Lauderdale”, relembra. Os negócios iam bem até 2008, quando a crise bancária americana acabou com a liquidez de mercado e consequentemente estagnou todos os lançamentos imobiliários. “Eu percebi que seria muito longo esse processo, como realmente foi. Recolhemos nosso time e focamos na Flórida, que, diferentemente do resto do país, não dependia de americanos, mas, sim, de estrangeiros em sua maioria latino-americanos e europeus”, explica Bacchi. Foi assim que surgiu a maior loja e showroom da Artefacto, em Aventura, seguida posteriormente pela de Doral. 

With a constantly busy schedule thanks to his work as the director of one of the biggest brands in the SouthAmerican luxury furniture market, Paulo Bacchi, Artefacto’s CEO, took a break from his well-deserved family vacation in the Bahamas to have a little chat with GPS | Miami. The topics: his overwhelming success and the challenges he faces as the director of an ever-expanding Brazilian brand.

Artefacto has two decades of history. Under Paulo’s command since 2013, the brand arrived in American lands in 2002 and is, today, leader in revenues, trumping Italian and American competitors. There have been many challenges along the way. “I could write a book — and maybe I will, someday”, says Paulo. “Coming from a market where you are known to one in which you’re nobody was our greatest challenge,” he adds. The idea of settling in Miami was conceived and planned in advance. Miami was chosen — not only to receive a new Artefacto store, but as a new home for Paulo — for many reasons. “As Miami is the biggest shopping spot among Latin Americans, I would have a jumpstart in any area. The city was going through a deep process of expansion. Besides that, I’ve always liked seaside towns”, he says.

The first neighborhood to receive an Artefacto store was Coral Gables. The timing couldn’t be better. During that same period, brands like Gucci, Jimmy Choo and Carolina Herrera had just opened stores at the outdoor mall Village of Merrick Park. Artefacto was a huge success. One of the reasons was its fast delivery — the store’s policy was always having products in stock. The result? Other stores followed the first one. “Soon after the success of our first store in Coral Gables, I started expanding our business. Palm Beach was the first, followed by Washington D.C., Atlanta and Fort Lauderdale, “ he recalls. Business went well until 2008, when the American banking crisis ended market liquidity and consequently stalled all releases. “I realized this process was going to be very long, and I was right. We gathered our team and focused on Florida, which unlike the rest of the country, didn’t rely on the American public, but on foreigners, most of them from Latin American and European origins,” explains Bacchi. That’s how the biggest Artefacto store and showroom, Aventura, was born, followed later by the Doral store.

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Revista GPS Miami 04  
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