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RELAÇÃO COM O BRASIL Desde 2013, cerca de oito milhões de brasileiros foram admitidos nos Estados Unidos. Só em 2015, mais de 920 mil vistos – incluindo turistas, estudantes e trabalhadores temporários – foram expedidos no Brasil, o que leva o país a estar entre as dez nações que mais visitam os EUA. E as relações diplomática e comercial entre os países não devem sofrer grandes alterações. “Os dois possuem diplomacias profissionais e as elites políticas sabem que há mais convergências que divergências em termos de valores, princípios e interesses”, explica Ramalho. A embaixada americana no Brasil ressalta a união mantida pelas nações: “Como as duas maiores democracias e economias do hemisfério, somos parceiros naturais. Nossos laços são definidos não apenas pelos contatos oficiais e vínculos entre as instituições, mas também por laços fortes entre nossos povos”. O embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, segue a mesma linha. “Brasil e Estados Unidos são amigos e parceiros antigos. Compartilhamos valores e temos um intercâmbio expressivo, nos mais diferentes setores, tais como comércio, investimentos, energia, educação e cultura.” Amaral ainda explica que o Brasil não faz parte dos problemas debatidos na campanha eleitoral de Trump. Segundo ele, a imigração brasileira para os Estados Unidos é relativamente pequena e os que lá montaram seus negócios investiram cerca de USD 24 bilhões, nos últimos anos, gerando 80 mil empregos. “No plano do comércio, temos um déficit na balança comercial. Na esfera dos investimentos, não tiramos empregos dos Estados Unidos, ao contrário”. 24 « GPS-Miami

RELATIONSHIP WITH BRAZIL Since 2013, around eight million Brazilians were accepted into the United States. In 2015 alone, more than 920,000 visas – for tourists, students and temporary workers – were issued in Brazil, which places the country among the ten nations with most visitors in US soil. The diplomatic and commercial relations between the two nations should not go through major changes. “Both have professional diplomacies and the political elites know they share more convergences than divergences in terms of values, principles and interests”, explains Ramalho.

The American embassy in Brazil emphasizes the partnership kept by both countries: “Being the two greatest economies and democracies in the hemisphere, we are natural partners. Our bonds are not defined by official contact and connections among the institutions, but also by strong links between our societies”. Sérgio Amaral, Brazilian ambassador in Washingtion, holds the same opinion. “Brazil and the United States are friends and old partners. We share common values and have an expressive exchange, in a variety of different sectors, like trade, investments, electricity, education and culture.

Amaral explains that Brazil is not part of the discussed problems during Trump’s presidential campaign. According to him, the Brazilian immigration to the United States corresponds relatively to a small degree, and those who set up their own businesses in America have invested about USD 24 billion in the past few years, and created 80,000 new jobs. “In the trade field, we have a shortage in the balance of trade. In the investments sphere, we did not take jobs away from the United States, we did quite the opposite.

UM CAMINHO PARA O SUCESSO “Ele é alto, magro e loiro, com dentes brancos deslumbrantes, e se parece muito com Robert Redford. Ele passeia em torno da cidade com um motorista em um Cadillac prata com suas iniciais, DJT, na placa. Sai com modelos magérrimas, pertence aos clubes mais elegantes e, com apenas 30 anos de idade, estima-se que vale “mais de USD 200 milhões”. Essa era a descrição de Donald Trump, em 1976, na segunda página de um dos jornais mais importante dos Estados Unidos, o The New York Times. Após 40 anos, com alguns quilos e muitos milhões de dólares a


Revista GPS Miami 04