Page 78

Fotos: Divulgação

RETRANCA

  Apesar da forte imagem de business man, o morador do norte de Miami Beach aproveita suas horas vagas fazendo tudo o que um jovem de sua idade faz: é piloto de corrida, curte festas, viaja com os amigos, se delicia em rodízios de sushi, faz road trips, passa o dia com seus cachorros, anda de bicicleta, pega uma praia e passeia de lancha nos domingos, como fazia todo final de semana com a sua família durante sua infância. Em um bate-papo com a revista GPS|Miami, o CEO da Prestige Imports contou como foi a decisão de assumir os negócios do pai.   Qual é a sua primeira lembrança no mercado automotivo de luxo? Quando eu tinha 19 anos, ao entrar no escritório do meu pai, sem perceber o que viria a acontecer, muitos pensavam que eu iria falhar e muitos não acreditavam que alguém da minha idade, com o time que tínhamos a nossa volta, seria capaz de manter seu legado. Meu pai era o tipo de pessoa que vivia para o trabalho e não trabalhava para viver. Ele amava o que fazia e era envolvido em todos os aspectos.   Qual foi o seu primeiro passo?  A primeira coisa que fizemos foi juntar a equipe de todas nossas lojas e operações de venda. Chegamos à concessionária onde subi num banquinho e disse aos funcionários as palavras que recito para mim mesmo diariamente: “Não serei capaz de fazer isto sozinho. Se algum de vocês duvidar do futuro dessa empresa ou da

capacidade de cada um em suas respectivas posições para fazer ótimas decisões e construir o legado dele, por favor saia agora. Jamais conseguirei andar nos mesmos passos que meu pai. Nós temos que ser um time, vocês tem que acreditar em mim e eu em vocês”. Uma vez meu pai disse: “seja a mudança que você deseja ver no mundo”, e esse foi nosso primeiro passo para mudar a indústria do automóvel. Como você se sentiu em assumir essa grande responsabilidade? A responsabilidade e riscos que eu tinha em mãos definitivamente me angustiavam por muitas razões. A principal era que meu pai estava preocupado com o fato de eu não ser capaz de continuar seus negócios. Ele me disse inúmeras vezes que, se ele morresse, não saberia se a empresa seguiria sob seu nome e sua marca. Mas eu queria muito que funcionasse. Eu não queria ser o garoto que perdeu o pai, que dedicou toda a vida ao trabalho, para depois eu e minha família destruirmos tudo sem ao menos tentar. O risco valia a pena.   Seu pai dizia que alguns carros são feitos para vender, e não dirigir. Você concorda?  Eu acredito que isso funcionava antigamente. Os veículos hoje são totalmente feitos para serem dirigidos, e cada uma destas máquinas de alto desempenho podem ser pilotadas diariamente dependendo da sua necessidade ou vontade. Eu, pessoalmente, adoro demonstrar a simplicidade de pilotar uma Lamborghini nova e a versatilidade de poder usá-la no dia a dia.

78 « GPS|MIAMI

guia_GPS_miami_edicao_1.indd 78

26/11/15 21:02

Revista GPS Miami 01  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you