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O jiu-jitsu é um arte milenar que provém dos guerreiros japoneses, chamados samurais. Baseada em várias filosofias, entre elas a do budismo, a luta tem como objetivo principal a defesa pessoal. É uma arte marcial completa, que inclui todas as situações possíveis de combate físico entre duas pessoas, seja ele em pé ou no chão, aliada à busca pela saúde do corpo e da mente. O jiu-jitsu tradicional não é baseado na capacidade atlética do praticante, ou seja, na força física dele, mas nos princípios da física, o que possibilita a uma pessoa mais fraca se defender de uma mais forte.

em algumas bases americanas. Em 2008, por exemplo, estive no Iraque, a convite dos EUA, treinando os soldados em guerra”, completa Guilherme Valente, lembrando que o “jiu-jitsu é para todo mundo” ao se referir às pessoas que começaram a treinar depois dos 70 anos. Guilherme ressalta, inclusive, a relação com os alunos como outro diferencial da Valente Brothers. “A academia é a nossa primeira casa. Nós estamos sempre lá. Mais do que o retorno financeiro, o que nos deixa grato é a energia que recebemos dos alunos depois de um bom treino. Temos prazer em dar aula e saber que somos uma grande família. O sucesso vem com muito trabalho e respeito pelo esporte”, garante Guilherme. Já o Pedro destaca a diversidade da academia. Ele conta que as aulas recebem alunos de diferente países, religiões e profissões. Muitos brasileiros treinam na Valente Brothers, no entanto, a grande maioria é americana. Alunos do leste europeu e da América Latina também são presença garantida. “Ainda temos muito trabalho pela frente e sonhos para realizar. Continuar ensinando o jiu-jitsu tradicional é o que nos motiva. A nossa academia não trabalha com treinos para competição. Essa é a maneira que encontramos de ajudar o próximo, a partir de uma técnica perfeita de defesa pessoal e uma filosofia de vida que incentiva a saúde do corpo, da mente e do espírito”, completa.

Não é à toa que Pedro aponta as histórias de superação como o que faz o seu trabalho valer a pena. “Nada é mais gratificante do que escutar como a luta transformou a vida de uma pessoa. Já recebi muitas mães emocionadas, que vieram me agradecer pelo o que fizemos com os seus filhos. Crianças tímidas assumem outra postura em relação ao mundo e mudam a maneira de falar, de se relacionar e até de liderar grupos”, relata. Em Miami, há pouco mais de um ano, a administradora e design de bijuterias Ana Cecilia Harley de Noronha, 40, mudou seu conceito sobre o jiu-jitsu depois que conheceu a Valente Brothers. Antes de se mudar para a Flórida com o marido e os filhos Luis Eduardo, 13, e Ana Maria, 11, ela considerava o esporte muito violento e era contra a prática para os filhos. “As crianças sempre fizeram aula, pois admiro a filosofia das artes marciais. O jiu-jitsu ensinado no Brasil, porém, nunca me agradou. Quando cheguei em Miami e conheci a academia dos irmãos Valente virei fã número um do trabalho deles. Eles ensinam algo completamente diferente do jiu-jitsu de competição”, afirma. Cecilia começou a fazer aula em janeiro deste ano. Já os filhos passaram a frequentar a academia assim que a família se mudou para Miami, em setembro de 2014. “Hoje me sinto mais segura e autoconfiante. Já os meus filhos estão aprendendo que o jiu-jitsu tradicional não ensina a brigar e, sim, a se defender quando necessário. A academia é um exemplo de estilo de vida e alimentação”, completa. SERVIÇO Valente Brothers Jiu-Jitsu www.graciemiami.com

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