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por construções baixas e clássicas, memória da época em que a região não era valorizada. Hoje, inserido em uma realidade completamente diferente da dos anos 1990, a simplicidade parece passar longe de lojas, restaurantes e galerias mega sofisticados. Os números não deixam mentir. São 63 lojas de luxo à espera dos visitantes, que podem se preparar para a abertura de mais sete, em breve. Para os antenados, o Design District é um pedaço de céu na Terra. Grifes luxuosas, como Tom Ford, Bulgari, Cartier, Christian Louboutin, Givenchy, Hermès, Louis Vuitton, Prada, Valentino e Versace dividem as ruas e formam um excelente circuito para os que são ligados à moda. Em breve, a francesa Dior abrirá as portas de sua casa nova. De academia à clínica de estética, a área de serviços soma um total de 26 estabelecimentos. Fazendo jus ao nome do distrito, não seria surpresa se a maior parte das lojas fossem voltadas para o design. São 75 pontos com as melhores ideias, móveis e objetos de decoração. Por mais que não dê para comprar um móvel e levar para o Brasil, vale a visita para se inspirar no que de mais moderno existe no segmento. NIBA Home, Oggetti, Ornare e Armani/ Casa são apenas algumas opções de inspiração. Ao passar de carro pelo bairro, a primeira sensação é de encantamento. Após estacionar, o passeio fica ainda melhor. Ao virar em cada esquina é provável que surja

um enorme muro pintado ou uma instalação inesperada. Fica até difícil para os olhos acompanhar. A união de cores e elementos fortes dão um toque único ao local. E tudo isso sem gastar nenhum cent. Ainda na vibe do grafite, até a Louis Vuitton teve sua fachada tomada pelo renomado RETNA, Marquis Lewis, importante artista do meio. Todas as oito quadras do bairro são um convite ao bom gosto e ao requinte. A região do Design District não é habitada, apesar de estar próxima a residências. Ela está em desenvolvimento há mais de dez anos, após o empresário Craig Robins, 52 anos, CEO da Dacra, uma construtora responsável pela revitalização de diversos pontos da cidade, investir no bairro. Hoje, a empresa e parceiros têm 70% das propriedades, ocupadas por lojas que optaram até por deixar luxuosos shoppings e se instalarem por lá. Com isso, Craig transformou a região e é conhecido como o dono do Design District. Um dos ícones do Miami Design District é o Fly’s Eye Dome, projetado pelo arquiteto neo-futurista e estadunidense Richard Buckminster Fuller. A estrutura esférica e branca é local de observação e fotos para os visitantes. Esse protótipo foi adquirido por Robins, em 2011, com a intenção de inspirar o bairro. Circular, 25 grandes janelões permitem aos observadores enxergar o lado de dentro da escultura. GPS|MIAMI « 47

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