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frequentados por norte-americanos ricos e celebridades. Entre as décadas de 1960 e 1980, seu perfil muda mais uma vez. Milhares de cubanos fogem do seu país, que na época estava sob o poder de Fidel Castro, e buscam melhores condições de vida na cidade estadunidense. Imigrantes de outros países do Caribe e da América do Sul começaram a se fixar por lá também. Está traçada a característica latina do local. No período de um século, Miami e sua área metropolitana cresceram ousadamente. Segundo o censo de 2010, a cidade conta com 2,5 milhões de habitantes. Foi como um passe de mágica. Com afinco, conseguiu driblar e controlar um dos maiores problemas que mudaram para sempre a imagem da cidade fabulosa: o crescimento do tráfico de drogas e do crime organizado, iniciado nos anos 80, quando os intitulados “barões colombianos da cocaína” invadiram Miami e a incluíram nesse mapa não favorável. Atualmente, milhares de brasileiros, incluindo empresários ambiciosos, desembarcam em dezenas de voos semanais rumo ao sonho americano. Só nos últimos meses, 300 mil deles se instalaram na Flórida, em Nova Iorque e outros estados americanos. Já virou rotina. Às vezes, parece até que Miami está logo ali, em solo brasileiro. E não é difícil se comunicar por lá. Além da grande quantidade de brasileiros, o espanhol é a segunda língua da região. Com mais de 60 milhões de visitantes por ano, o tu-

rismo continua sendo uma das principais indústrias em Miami. O boom imobiliário de 2005 impulsionou o segmento com a aprovação de projetos e construções.  Além de ser um dos principais centros financeiros norte-americanos, possui grande leque de negócios internacionais e abrigas inúmeras empresas multinacionais, como American International Group (AIG), American Airlines, Disney, FedEx, Sony e Visa Internacional. O Aeroporto Internacional e o Porto de Miami estão entre os maiores pontos de entrada do país. A maior concentração de bancos estrangeiros no país está localizada em Downtown, mais especificamente em Brickell.  O clima é agradável quase que o ano inteiro, com temperaturas que variam entre 20 e 30 graus, mesmo no inverno, quando cidades norte-americanas são tomadas por neve e baixas temperaturas. Esse é um dos motivos que atraem tantos turistas. E engana-se quem pensa que Miami é só compras. Os distritos - como são chamados os bairros - têm uma imensa variedade cultural e seu próprio charme. Vale conhecer cada um. Miami é uma cidade onde o básico não existe, tudo é extravagante, desde os arranha-céus às icônicas lojas de souvenir que colorem as esquinas dos quarteirões. Fuga da instabilidade econômica, belas praias, clima tropical, lazer, business, festas ou turismo, seja qual for o motivo da visita, o efeito é sempre o mesmo: quem vai, não quer voltar.

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Revista GPS Miami 01  
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