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velOcidade

caçula de três irmãos, muito extrovertido e brincalhão, Pedro é o orgulho da família. O pai, Sérgio cardoso, acompanha de perto a carreira do filho. “Quando ele começou, eu falei que era um hobby muito caro, que eu entraria para levar a sério. hoje, minha função é traduzir o que está acontecendo em toda a política que tem por trás dessa carreira”, conta. aos poucos, Pedro foi descobrindo seu talento e habilidade. “não deixa de ser diversão, mas já se tornou meu trabalho”, afirma Pedro. Se do lado de fora do kart Pedro é um menino que gosta de brincar, quando está dentro de um, ele leva muito a sério. “todo mundo acha que é só ganhar que importa. Mas a performance é muito mais importante para quem sabe o que está acontecendo do que o resultado”, analisa. Por meio de um programa de teleme-

tria, cada corrida é analisada por ele, pelo pai e pela equipe. “Tudo fica registrado. A força que piso no freio, o momento que começo a acelerar, a virar o volante, a velocidade em cada ponto da pista”, conta Pedro. O mais difícil hoje é administrar a escola. “eu perco muita aula, viajo pelo menos duas vezes por mês. Mas meus amigos me ajudam muito e faço muita aula de reforço”, diz. e quando sobra horas vagas, ele corre direto para o videogame. e, claro, é viciado em jogos de corrida. a facilidade com o inglês é uma aliada do jovem piloto. como a equipe que trabalha é canadense, a comunicação é toda em inglês. Pedro está em uma fase de adquirir experiências, mas leva cada vez mais a sério o automobilismo. “existem vários caminhos, quero chegar na Fórmula 1 o mais cedo possível, até os meus 20 anos”, revela Pedro.

Pedro Piquet

“todo mundo acha que é só ganhar que importa. Mas a performance é muito mais importante para quem sabe o que está acontecendo do que o resultado”

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Talento além do sobrenome

no dia a dia de Pedro estácio Piquet, de 13 anos, ele circula pelos inúmeros troféus de seu pai, o tricampeão nelson Piquet, espalhados pela sala de casa, em Brasília. Mas o interesse em praticar o automobilismo partiu dele mesmo.   Aos seis anos, entrou pela primeira vez em um kart. de uma família repleta de homens, as conversas sobre carro despertaram seu interesse. começou no kartódromo de Brasília e hoje já competiu em várias cidades do Brasil e na Flórida. O foco, por enquanto, é nas competições brasileiras. O pai acompanha todas as corridas. dá conselhos, orienta. não é qualquer jovem piloto que tem como conselheiro um tricampeão da Fórmula 1. “ele diz que eu sou bom, que sou rápido. Mas é muito realista também, en-

“O conselho do meu pai é, neste momento, não me estressar, pois estou aprendendo. Mas até meus 23 anos quero estar na Fórmula 1”

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