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Mas é fora da feira, nas ruas do centro, nos museus, palácios e em outros bairros que Milão se mostra, de fato, como a verdadeira capital mundial do design. Zona tortona, ventura lambrate e Brera design district são os exemplos mais significativos do circuito paralelo à feira. tortona e lambrate são antigas zonas industriais, com imensos galpões antes utilizados para depósito. agora, cederam lugar para a arte, tornando-se um pólo cultural de vanguarda. diferentemente do que é apresentado na feira, esses dois circuitos dão uma visão artística e lúdica ao mundo do design por meio de instalações críticas nem sempre mostrando o belo. na tortona, destaque para grandes apresentações em projeções de vídeos. O estande da Bisazza deu um show

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de montagem ao expor fitas em leds, interagindo com os produtos. na lambrate, destaque para o royal college of art, que reuniu criações de estudantes inspiradas no tema Paradise.  Os jovens propuseram a criação de refúgios para a atual conjuntura econômica e ambiental. O prédio que abriga a escola foi recuperado e ganhou telhado verde, mas manteve algumas de suas características originais para impedir que as pessoas se esqueçam da história do bairro. Outros destaques: Fuori Saloni triennale, tradicional instituição milanesa voltada para o design  belga e o pavilhão de vidro para a lasvit, com projeções num espaço futurista e minimalista. e o Jardim Botânico, que mostrou instalações de Paola navone e as obras da famosíssima  arquiteta  iraniana Zaha hadid.


Revista GPS Brasília