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Por Paula Santana Fotos: Celso Junior

S

ábado pela manhã. normalmente, um dia mais calmo, mas às 8h40 ele já havia recebido um telefonema do governador, agnelo queiroz. logo depois, uma outra conversa ao celular que levou cerca de 15 minutos. Sempre muito discreto, de gestos informais, mas elegantes, o vice-governador tadeu Filippelli, enfim, sentou-se em sua sala para uma conversa que deveria levar quarenta minutos. era o tempo que ele dispunha antes de iniciar seu dia de trabalho. ele mora na qi 05, dolago Sul, onde está instalada a vice-governadoria do dF. a casa não é grande. tem os traços de niemeyer. Mas o acomoda bem, que pode conciliar os momentos de trabalho com as raras horas de folga. Mas Filippelli parece não querer muito tempo para descanso. grudado em seu iPad, ele conversa com nossa equipe ao mesmo tempo que ilustra todos os seus comentários. e quando fala de uma Brasília futura, ele vibra. tanto que os 40 minutos se transformaram em duas horas. Pouco tempo para descrever uma Brasília tão exata. além de ser engenheiro, ele também é um exímio gestor. quer realizar, fazer com que tudo se cristalize dentro do prazo. quando isso não acontece, e nem sempre acontece, ele tem um segredo, uma válvula de escape. “quando preciso desestressar, sair um pouco da burocracia, largo tudo e vou para um

Em construção, o Estádio Nacional Mané Garrincha emprega 3 mil pessoas

“não adianta trocar calçadas e deixar a W3 como está. ela precisa ser totalmente repensada. ali, passa um ônibus a cada oito segundos. É insuportável para o morador”

canteiro da cidade. entre engenheiros e pedreiros, visto o capacete, caminho pela obra, vejo seu andamento... Ganho novo fôlego”, diz. estudioso, Filippelli tem a cidade nas mãos. todas as obras de Brasília, as em andamento e as futuras, são milimetricamente decifradas por ele. em vídeos que revelam o futuro urbanístico da capital federal, ele nos mostra, em off, como ele pretende que Brasília cresça ordenadamente. “uma metrópole, a quinta do País. São quatro milhões de habitantes, sendo 2,6 milhões só em Brasília. tudo tem que ser revisto já”, inquieta-se em sua poltrona, como se quisesse levantar e resolver tudo naquele momento. Mas sua inquietude é por uma Brasília melhor. em todos os sentidos. com os problemas visíveis pelas quais a cidade passa, Filippelli mostra estudos, planos, realizações, projetos. Fala dos sucessos e das frustrações. “na saúde falta mão-de-obra; a Segurança está retomando o controle frente à comunidade; a educação tem professores que ganham mais que o piso salarial da categoria; no Transporte Público os ônibus estão sucateados”.  ele ressalta. “quando assumimos o governo, tivemos que iniciar. dar o ponto de partida. a cidade estava parada. havia contratos vencidos, certidões sobre pendências financeiras, 157 obras paralisadas e até uma notificação de suspensão da coleta de lixo. Um quadro trágico, que se arrastava desde a crise de 2009/2010, quando Brasília teve quatro governadores em um ano. isso deixou um rastro, uma crise administrativa sem precedentes”.  

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