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Construtor fala sobre problemas no crescimento desordenado de Brasília e sugere melhorias para que a cidade mantenha seus traços originais, mas crescendo como metrópole Por Raquel Jones

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odrigo Nogueira é mestre no que faz. Discreto e concentrado, ele está à frente de uma das maiores construtoras do país, a JCGontijo. Da sua sala cercada por imagens de Brasília, na sede da empresa, na Asa Sul, ele comanda, atualmente, 14 grandes obras que serão finalizadas até 2014. Graduado em engenharia Civil pela UfMG, também possui Mestrado em Administração com especialização em finanças e Marketing pela fundação Getúlio Vargas de São paulo. Não é por menos que José Celso Gontijo, o idealizador da construtora que leva seu nome, o chamou para ser acionista, sete anos atrás, data da inauguração, depois de ver rodrigo atuando em outros empreendimentos do segmento. A JCGontijo anda a passos largos no mercado, sempre no sentido de reestruturar a cidade. São 715 mil metros quadrados em obras simultâneas no Distrito federal, entre prédios, pontes, estações de água, estradas, hotéis. Durante uma conversa com a revista GPS|Brasília, rodrigo iden-

O engenheiro Rodrigo Nogueira na sede de sua construtora

SolUçõeS reAiS e iMeDiAtAS tificou quais as dificuldades que a capital enfrenta e faz previsão de melhorias.

Os problemas de Brasília   e como estará a capital federal na década de 20 do novo século? “São muitos os desafios. para enfrentá-los, a iniciativa privada e o governo têm que estar alinhados para o futuro”,

diz, referindo-se especialmente a três problemas que Brasília precisa atentar: infraestrutura, ocupação indevida do solo e crescimento desordenado. “Só vejo uma maneira de inibir a ocupação indevida: governo e empresas lançarem juntos condomínios formais, legalizados. Só assim será possível crescer amparados pelos valores ambientais, impedindo ocupações irregulares”, explica. Um bom exemplo é o setor park Sul. “foi criado numa área que não

compromete o tombamento, está dentro da cidade e ainda diminui a pressão sobre o plano piloto”. o crescimento desordenado das cidades satélites é outro agente que merece bastante atenção e estudo. A interligação de cidades como taguatinga, Ceilândia e Samambaia, assim como Santa Maria e Valparaíso. São regiões metropolitanas e precisam de um elo de ligação entre elas. “É preciso entender que Brasília é uma metrópole, tem

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