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HUMOR

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uma biografia, mas a realidade dessa relação entre mães e filhos. Acho que esse é um dos motivos do sucesso.

posso gosto de ficar com meus amigos e sair para conversar. Aliás, gosto muito de falar. Quem são seus ídolos na comédia? Tenho vários, como Fernanda Torres, Regina Casé, Pedro Cardoso, Débora Bloch e Ingrid Guimarães.

Tem alguma história que você viveu e levou para o texto? Vários momentos que quando eu vivi não foram engraçados, mas que depois eu consegui inserir humor. Ou vocês acham que eu fiquei rindo quando minha mãe foi até uma boate me buscar, como mostrei no filme? Passei foi muita vergonha. Como é a caracterização de mulher? É muito fácil. Eu tenho um olho bom para a maquiagem. Minha boca fica bonita de batom. Eu acho que quando estou vestido de mulher fico com a cara bem feminina. Não tenho o gogó muito forte. Não tenho cabelo, aí é só colocar a peruca. O filme Minha Mãe É uma Peça atingiu quatro milhões de espectadores. Já planeja uma continuação ou outra adaptação para o cinema? Sim. Vou fazer uma adaptação para o cinema do programa humorístico 220 Volts. Vamos rodar em março e abril. Já no segundo semestre de 2014, vou fazer Minha Mãe É uma Peça 2. Ambos com lançamentos previstos para 2015. Você faz teatro, cinema e televisão. Onde você se sente mais confortável? E qual te deu maior visibilidade?

Qual sua relação com Brasília? Geralmente venho a Brasília a trabalho e fico apenas dois dias. Mas acho a cidade linda e tenho muitos amigos.

Eu não tenho uma preferência. Gosto de todos. Mas o que me deu mais visibilidade foi a televisão. O programa humorístico 220 Volts, do Multishow, me proporcionou projeção grande. A televisão tem um alcance maior e mais rápido.

Acredita que exista um limite para o humor? Com certeza. O limite é a educação. Temos que saber fazer sem ofender as pessoas. O humor ofensivo sempre existiu, mas agora com a internet ele se potencializou. Eu não me identifico com essa vertente.

Depois de tanto tempo em cartaz, como foram os bastidores do filme? Foi muito divertido. Como eu sou muito agitado, não consigo ficar parado. E minha forma de relaxar é me movimentar. Foi muito legal porque eu ficava brincando com todo mundo durante as pausas e a gente já entrava em cena se divertindo.

Qual o lado ruim da fama? Não existe lado ruim da fama, acredito que nem a exposição. Eu não faço a linha galã de novela, então não tenho mil paparazzis em cima de mim. Mas tenho um reconhecimento e um carinho muito grande do público, e isso é muito bom. Afinal, lutamos a vida toda para termos esse feedback do público. E, quando conseguimos, vamos reclamar? Eu hein?!

Você acha que o humor muda conforme o meio? Humor é igual em qualquer lugar. Eu não sou um cara que faz um tipo de humor na televisão e outro no teatro.

O que gosta de fazer nas horas livres? Ultimamente tenho poucas horas livres por causa de uma rotina intensa. Mas sempre que

Além dos filmes, o que você está preparando para o próximo ano? Vamos ter a segunda temporada do programa Vai que Cola. E também vou estrear em abril meu novo programa, chamado Paulo Gustavo na Estrada, no Multishow. O programa vai brincar com o estilo de documentário que corre atrás do artista e mostra seu dia a dia. Inclusive, um episódio mostrará minha passagem por Brasília. Você esteve com a presidenta Dilma Rousseff. Como foi? Foi inesperado e aconteceu sem formalidade e de maneira muito natural. Ficamos 15 minutos juntos. Ela deu risadas, e falamos amenidades. Até liguei para a minha mãe para dizer onde eu estava. Ambas conversaram ao telefone. Mas teve uma hora em que tive que mandar ela desligar. Já viu como é mãe falando do filho, né? Ainda mais para a presidenta.

Revista GPS BRASILIA ed 6  
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