Issuu on Google+

GALERIA

transporte de escolares, num total de quatro ou cinco visitas por dia”, explica o Banco Central. De maneira dinâmica, a exposição mergulhava o público em seu envolvente acervo de Portinari. Entre as obras, o painel Descobrimento do Brasil e a série Cenas Brasileiras. A exibição trazia ainda a história do restauro das obras, iniciado em 2007 e concluído em 2008, e os objetos usados durante o processo. Procedimento este que foi acompanhado pelo Projeto Portinari, iniciativa comandada por João Candido Portinari, filho do pintor. A terceira exposição, após sua reinauguração, foi Trilhas da Modernidade na Coleção Banco Central. Que trouxe à

>> 84

tona trabalhos de grandes artistas da geração de herdeiros e continuadores do Modernismo – Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Clóvis Graciano e Fulvio Pennacchi. Atualmente, o espaço apresenta a mostra Vanguarda Modernista na Coleção Banco Central. Que destaca dois marcos históricos: a Semana de Arte Moderna de 1922, que ocupou o Teatro Municipal de São Paulo, e o Salão de 1931, designação da XXXVIII Exposição Geral de Belas Artes, patrocinado pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Especula-se que a equipe de exposição do Banco Central, composta por Dulce Mourão e Gisel Carriconde, já está a todo vapor na elaboração da próxima mostra, que entrará em cartaz em junho de 2014. O tema abordado será a história da aquisição do acervo com cerca de cem obras expostas, com a possibilidade de alternância ao longo do período em cartaz.

Pelo prédio As 554 obras do acervo não ficam apenas nas exposições em cartaz na galeria ou guardadas. Em um breve passeio no Banco Central é possível apreciar telas incríveis, como o painel Descobrimento do Brasil, com cinco metros de altura por quatro de largura, de Candido Portinari. A obra fica na sala de reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), no mesmo andar da galeria.

A área circulante que antecede a presidência também conta com obras de Volpi, Milton Dacosta e Aldo Bonadei. Painéis estes que mudam periodicamente, segundo o Banco Central. “As obras expostas na área da presidência sofrem rodízio periódico. Esta prática tem por objetivo alternar a permanência das obras entre exposição e reserva, como medida de conservação e preservação das mesmas”. Já a obra atualmente presente na sala da presidência é a Figura Ajoelhada, de Milton Dacosta. Serviço Galeria de Arte do Banco Central Setor Bancário Sul, Quadra 3, Bloco B – 8.º andar Visitação de terça-feira a sexta-feira, das 10h às 18h. Entrada gratuita Informações: (61) 3414-2099 e 3414-2519


Revista GPS BRASILIA ed 6