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nanceiras que saíram do mercado ou que foram submetidas à intervenção, nos anos 1970, e até mesmo por doações de artistas que participaram de exposições no local. As raridades ficam guardadas em dois andares do Banco Central. No primeiro subsolo, estão armazenadas as obras com suporte de papel, como gravuras e desenhos. Já no sexto subsolo, ficam as pinturas. Atualmente, das 554 obras, 102 estão na reserva técnica do sexto subsolo, em ambiente de segurança máxima, organizadas em trainéis, em condições ideais de conservação. Em ambos os andares, as obras são mantidas sob rígido controle de umidade e iluminação. Além de segurança reforçada, tanto eletrônica quanto presencial. Afinal, o último subsolo é ainda depósito de segurança do meio circulante, ou seja, cheio de cédulas e moedas.

Galeria Parte dessas obras artísticas pode ser vista na galeria, localizada no oitavo andar do Banco Central. As paredes no tom azul turquesa dão um clima leve e gracioso ao espaço. Ambiente silencioso, onde é possível perder a noção da hora ao apreciar as 86 obras, entre pinturas, gravuras e desenhos, da mostra em cartaz Vanguarda Modernista na Coleção Banco Central. Aberto para visitação de terça-feira a sexta-feira, das 10h às 18h, o espaço recebe

uma média de mil visitantes por ano. Adoradores de arte que fazem questão de deixar seus nomes registrados no caderno de assinaturas na bancada da recepção. Caderno este que foi aberto no dia 27 de agosto deste ano e teve seu maior público dia 5 de setembro, com um total de 18 visitantes. Logo ao lado, uma segunda caderneta. Onde os visitantes deixam suas felicitações ou sugestões, por exemplo, a mudança de um posicionamento de luz que prejudica a apreciação de uma obra. Recados que são lidos e analisados pela equipe do Banco Central. Inaugurada nos anos 80, a galeria foi desativada em 1997, em razão de reestruturações. Foi reaberta apenas nove anos depois, com a exposição O Óleo e o Ácido. Dividida em dois ambientes, um para pinturas a óleo e outro para gravuras em metal, a mostra expôs 66 obras de renomados artistas, como Aldemir Martins, Aldo Bonadei, Antônio Bandeira, Antonio Gomide, Clóvis Graciano, Di Cavalcanti, Ismael Nery, Maciej Babinski, Marcelo Grassmann, Milton Dacosta, Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro e Volpi. O espaço viveu seu auge durante a mostra Candido Portinari em Obras, que ficou exposta de 18 de agosto de 2009 a 27 de junho 2010. Foi quando recebeu um total de 20 mil visitantes. “O grande incentivo à visitação foi o programa educativo, que incluía

Revista GPS BRASILIA ed 6  
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