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Por Marina Macêdo

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Clausem Bonifácio

rasília uma cidade planejada, mas está em franca expansão. Em seus primórdios, destacava-se por abrigar casas à vista da W3, apartamentos nas entrequadras, mansões margeando o Lago Paranoá. Mas uma nova realidade desponta diante do caos urbano. Agora, condomínios fechados, flats e lofts se formam e estão situados em novos setores igualmente nobres. Para Pompeia Addário, consultora e empresária no segmento, a veracidade do fato pode ser identificada na grande quantidade de lançamentos de construtoras da cidade. “Brasília vive hoje um novo momento. O mercado aponta por uma imensa procura por casas menores em condomí-

nios fechados aos arredores da cidade. Ou apartamento de luxo de 100 m², em bairros como Noroeste e Park Sul”, explica, ressaltando que nem tudo o que é bom tem que ser grandioso em espaço. As diferentes formas de morar nesses pequenos formatos foram apresentadas na 22.ª edição Casa Cor Brasília, mostra de arquitetura, decoração e paisagismo da cidade, comandada pelo trio Eliane Martins, Moema Leão e Sheila Podestá. “Em cada ambiente, um desejo e um estilo, evidenciado a identidade de quem investe numa morada”, observam as empresárias. Pompeia Addário vê como avanço, mesmo que timidamente, a inserção desses pequenos ambientes na Casa

Cor Brasília. Para a consultora, os novos empreendimentos fomentam ainda mais o mercado de decoradores de interiores, que são desafiados a cada projeto a tornar a casa de seus clientes um local confortável e funcional. Entre os destaques da mostra, Pompéia aponta os espaços: Loft do Colecionador, Casa sob Medida e Apartamento.

O loft Com projeto assinado pelo arquiteto George Zardo e sua filha, Júlia, o Loft do Colecionador trouxe em 200m² um ambiente composto por home, sala de jantar, cozinha gourmet, suíte, closet, banheiro e até uma garagem. “O projeto inicial era apenas um loft. Foi quando Júlia deu a ideia

de integrar uma garagem. Surgiu assim a inspiração de desenvolver o espaço para um casal que tem como hobby colecionar carros antigos”, conta Zardo. Cores neutras como bege, marrom e preto, com alguns toques em caramelo, dão charme ao espaço. Um saudoso Chevrolet Bel Air 1957 na cor amarela complementam. “Além do carro, o loft contou com elementos como uma bomba da Texaco e um painel do artista plástico brasiliense Roger Regne”, ressalta o arquiteto. Outro destaque do ambiente foi a iluminação intimista. “Elaboramos um projeto de iluminação que fosse acolhedor. Com o uso de luzes indiretas que deu ainda mais o clima aconchegante”, desvenda Zardo.

Loft do Colecionador assinado por George e Julia Zardo (ao lado e abaixo)


Revista GPS BRASILIA ed 6