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mente quando estou no Brasil. É a forma que tenho de me manter em atividade e treinar meus reflexos e habilidades”. Gustavo disputou a Fórmula 4 Inglesa nesta temporada e ficou entre os dez melhores.

Falta incentivo Brasília não apresenta condições de sediar um campeonato internacional da modalidade e, por isso, não entra na rota dos circuitos. A pista em que os pilotos costumam treinar, no kartódromo do Guará, foi inaugurada em 1976 e não possui as medidas oficiais exigidas pela CBA, com 1,2 a 1,5 mil metros de comprimento. O do Guará tem apenas 830 metros de extensão e o do autódromo, 1,1 mil. Há ainda a ausência de incentivo financeiro, dificultando a prática na cidade. O esporte ainda é sustentado pelos

próprios atletas ou pelos seus. Em geral, para participar dos campeonatos, o gasto ultrapassa R$ 30 mil por ano, com pagamentos de funcionários, revisão do carro, combustível e inscrições de campeonatos. Já para quem compete profissionalmente, o gasto anual pode chegar a R$ 400 mil. O investimento inicial é de R$ 13 mil, que engloba o kart, o motor, macacão, luvas apropriadas, sapatilhas e colete protetor. O capacete custa em torno de R$ 3 mil e a pintura do acessório, mais R$ 3 mil. Fora os valores dos treinos, que saem em torno de R$ 100, com frequência de duas vezes por semana para pilotar por 20 minutos. Para ingressar no esporte, o interessado deve procurar uma das equipes com sede nos kartódromos reconhecidos pela Federação de Automobilismo

do Distrito Federal (FADF). Após um período de teste, se optar pela profissionalização na modalidade, deve adquirir os equipamentos necessários e federar-se à CBA para começar a competir.

Impasse O kartismo vive um momento delicado. Em agosto, o chefão do MotoGP, Carmelo Ezpeleta, anunciou que o Autódromo Internacional Nelson Piquet sediaria a etapa brasileira de motovelocidade no segundo semestre de 2014. A decisão colocou o Brasil de volta no mapa da categoria, após um hiato de dez anos. Motociclistas de todo o País comemoraram a novidade. Todavia, o que para alguns foi motivo de alegria, para outros nem tanto. O Ferrari Kart, que ocupa uma área de 40 mil m² dentro do Autódro-

mo, vive uma incógnita sobre o futuro do estabelecimento. “Não recebemos nenhuma notificação. Estivemos na Secretaria de Esportes, mas disseram que enquanto o GDF não concluir o projeto não podem nos dar nenhum retorno. O problema é que as medições das pistas já estão sendo feitas e eu tenho uma equipe de funcionários à espera dessa resposta, além dos pilotos que correm aqui e o público”, critica o administrador do Ferrari Kart, Yuri Mendes. De acordo com o projeto inicial apresentado por Carlos Senise, presidente da Federação de Motociclismo do Distrito Federal (FMDF), o autódromo terá três circuitos e dois boxes. Um deles deverá ficar na Reta do Militar e o outro na Curva do Sol, que poderão ser utilizados simultaneamente. Os antigos boxes poderão ser

Os pilotos Rodrigo Oliveira, Vinícius Dokas, Artemont Repezza, Hypólito Neto, Galeno Brands, André Luis, Luiz Felipe e Luciano Rabaioli


Revista GPS BRASILIA ed 6