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VELOCIDADE

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Campeão brasiliense Vitor Meira

Por Andressa Furtado Fotos Pablo Valadares

O

talento do campeão Ayrton Senna nas pistas de Fórmula 1 era inegável. Rei das ultrapassagens, profundo conhecedor do próprio carro e exímio corredor em dias de chuva, ele se consagrou como lenda do esporte e ídolo dos brasileiros. Mas nada disso seria possível se o piloto amado pelos brasileiros não tivesse começado sua carreira nas pistas de kart. “O kartismo é peça fundamental para os pilotos de corrida. É como a pelada para os jogadores de futebol”, afirma o piloto brasiliense Vitor Meira. Reconhecido internacionalmente, Meira iniciou sua trajetória nas pistas brasilienses em 1989. Hoje, com 24 anos de carreira, se orgulha em fazer parte da história do automobilismo e luta pela ascensão do esporte na Capital.

Brasília tem a terceira maior delegação de pilotos federados, perdendo apenas para São Paulo e Rio Grande do Sul. Além de grandes nomes, como o icônico Nelson Piquet, Alex Dias Ribeiro, Roberto Pupo Moreno. Atualmente exporta novas apostas, como Felipe Nasr, Gustavo Lima e Lucas Foresti. E ainda os adolescentes Pedro Piquet e Pedro Cardoso. O automobilismo brasiliense tem cerca de 70 equipes, composta por pilotos, auxiliares, engenheiros e mecânicos, que participam das principais competições regionais. Em Brasília, são realizadas cinco competições ao ano: Copa Brasília de Kart Endurance, Copa Ferrari Kart Endurance, Copa Guará, Brasiliense de Kart e 6 Horas de Kart de Brasília. As duas primeiras são provas de longa duração e

exigem um bom preparo do piloto. Já a última, reúne pilotos renomados e se realiza uma vez por ano. Esses eventos movimentam a economia local e geram R$ 30 milhões ao ano. Além de 800 empregos diretos, ou seja, funcionários que dependem do automobilismo, e 2,4 mil indiretos. Os pilotos profissionais praticam em dois kartódromos: o Ferrari Kart, no Autódromo Internacional Nelson Piquet, e a Escola de Pilotagem Fellipe de Moraes, no Kartódromo Ayrton Senna, no Guará II. O Carrera Kart, no Parque da Cidade, não é homologado pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e recebe apenas amantes do esporte.

Os treinos Para se tornar um piloto não basta dominar as quatro rodas.

O principal erro dos amadores é achar que por ser um esporte em que fica sentado, não precisa de preparo. Além de mexer os músculos do ombro, antebraço, abdômen e lombar, a frequência cardíaca fica mais alta do que em esportes coletivos, como futebol e vôlei. Márcio Muniz, 55 anos, anda de kart há 20 anos, mas decidiu levar a sério o esporte há cinco. Treina duas vezes por semana. “Estou perto de me aposentar e a intenção é de me dedicar 100% ao kart”, conta. Muniz participa de provas endurance, que duram até duas horas. Nos treinos, a velocidade máxima alcançada chega a 130 km/h. O piloto Gustavo Lima reafirma a importância dos treinos no kart. “O kart é muito importante na preparação física e também técnica, especial-

Revista GPS BRASILIA ed 6  
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