Issuu on Google+

47 <<

www.gpsbrasilia.com.br

Talento, treino e a vontade de vencer desafios. Essa é a dinâmica dos patinadores artísticos. Apesar de não integrar os Jogos Olímpicos, o esporte fascina e desperta paixão por quem o pratica. No segmento profissional desde o ano 2000, Brasília figura na terceira classificação nacional

A coreógrafa e estudante de Direito Camila Araújo

Atualmente, Brasília é o terceiro polo no Brasil, atrás de São Paulo e Rio Grande do Sul. Estima-se um total de 550 praticantes, dos quais apenas dez são homens. “Acredito que essa pequena quantidade de patinadores homens é resultado de um preconceito imposto pela sociedade brasileira. Diferentemente da Itália, onde existem mais patinadores homens do que mulheres”, explica Thiago Resende.

Trajados de collants ou malhas brilhantes, cabelos presos por muito gel, os patinadores treinam incansavelmente nas quatro escolas filiadas da Capital: a Academia Alta Rotação da AABB, a Academia de Patinação do Iate Clube de Brasília, Holly Dance Companhia de Patinação Artística no Colégio São Carlos e Espaart – Estúdio de Patinação Artística nos Colégios Cor Jesu e Colégio Galois.

Thiago Resende aponta que o número de escolas é pequeno se comparado, por exemplo, ao Rio Grande do Sul, que possui 160 unidades. “É uma diferença grande de escolas e praticantes. Mas em questão de resultado, Brasília briga com o estado nas principais categorias”, revela. O presidente analisa ainda que o fato de a cidade ter sediado o Campeonato Mundial de Patinação Artística, em novembro de 2011, foi fundamental para a procura de novos alunos.

Atletas Quem pratica patinação artística sobre rodas vê o esporte como uma verdadeira paixão. A maioria se desdobra em carreiras paralelas. Mas há quem consiga tirar sua renda da modalidade, como técnicos ou coreógrafos. O primeiro contato da pedagoga Marcela Mendonça, 23 anos, com a modalidade foi aos cinco anos, quando assistiu a um show de patinação no Iate Clube de Brasília.


Revista GPS BRASILIA ed 6