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DANÇA

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BALLET SOBRE

RODAS

Por Marina Macêdo Fotos Ueslei Marcelino

A

o som de músicas instrumentais, eles parecem planar. Com rodas nos pés, invadem os ginásios da Capital Federal com coreografias leves e envolventes. Cheios de técnicas, deixam os espectadores com olhos vidrados ao executarem sequências de saltos e piruetas. Os patinadores artísticos são verdadeiros astros sobre rodas. A patinação surgiu na Europa como meio de transporte, fundamental para atravessar

lagos congelados. E logo virou recreação. Em 1924, em Chamonix, na França, a patinação artística no gelo fez sua estreia nos Jogos Olímpicos de Inverno. Mas quando o frio dava espaço ao calor e os lagos congelados derretiam, os praticantes ficavam sem poder executar seus passos. Logo solucionaram o problema, colocando rodas no lugar das lâminas. E assim surgiu a dança sobre rodas. Em Brasília, o esporte de-

sembarcou há 35 anos. De acordo com o presidente da Federação Brasiliense de Hóquei e Patinação (Febrahpa), Thiago Resende, foram patinadores profissionais do gelo que trouxeram a versão sobre rodas para a Capital. A modalidade começou na cidade voltada para o artístico. “Antigamente, em Brasília, a patinação artística girava em torno de apresentações de final do ano. Mas com a criação da federação, em 2000, começou

a se desenvolver à parte de competição”, lembra Resende. Filiada à Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação, a federação brasiliense tem o objetivo de desenvolver a modalidade na cidade, além de organizar, sob sua responsabilidade direta ou por delegação, o Campeonato Brasiliense de Patinação Artística, classificando atletas para a disputa do Campeonato Brasileiro e da Taça Brasil de Patinação Artística.


Revista GPS BRASILIA ed 6