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O Jardim Botânico também é um local para reflexão. Ano passado, foram inaugurados o Jardim Japonês, o Jardim de Contemplação e a Unidade de Permacultura, onde os visitantes observam as plantas e seus sistemas cíclicos e evolutivos. O Jardim de Cheiros foi reformado. Para o dia no parque ser completo, o local ganhou um café, o Bistrô Bom Demais, localizado ao lado do Centro de Visitantes, com cardápio variado para lanches e refeições. “Antes, o visitante não tinha a opção de estender sua visita. Também revitalizamos os banheiros e inserimos o sistema de sinalização bilíngue para os estrangeiros que passam pelo local”, conta o diretor adjunto do Jardim Botânico de Brasília, Marcelo Ottoni. A má notícia é que o mirante, um dos pontos mais disputados pelos visitantes, foi desativado para dar lugar ao Centro de Excelência do Cerrado (CEEXC). Com previsão de entrega em 2014, o núcleo vai apoiar projetos dedicados à promoção do desenvolvimento sustentável no DF. O mirante ainda não tem lugar definido para ser realocado e nem previsão de reativação. Ainda é possível aproveitar para comprar mudas de plantas medicinais, ornamentais e circular pelas feiras que se realizam mensalmente e são divulgadas no site oficial do Jardim Botânico. Para visitar o parque, é necessário contribuir com uma taxa de R$ 2, que é revertida para a manutenção do espaço.

Atividades Além de caminhar pelo parque e respirar ar puro, os visitantes podem fazer aulas de yoga gratuitas todas terças e quintas-feiras, às 17h, na Casa de Chá. De terça a sexta-feira, escolas podem agendar visitas guiadas para os alunos conhecerem o mundo da natureza. Para os que preferem mais adrenalina, o Jardim Botânico tem quatro opções de trilha. A Mather é a menor e mais utilizada pela comunidade local, com 1,8 km de extensão. A maior delas é a Ecológica, com 3,5 km. Passa pelo Cerrado sentido restrito, campo limpo, campo sujo e mata de galeria, onde há uma das nascentes do córrego Cabeça de Veado, importante manancial de abastecimento hídrico de Brasília. A terceira é a Trilha Fauna, para quem quer conhecer as características de alguns animais do Cerrado. Com bastante atenção, e um pouco de sorte, é possível avistar um tamanduá, um tatu ou outro animal típico da região. A última trilha é a Labiata, criada em 2009 para facilitar o acesso com a Escola de Administração Fazendária (ESAF). A cada 15 dias, é realizado o projeto Deficiente Visual na Trilha, conhecido como DV na Trilha, com ajuda de voluntários e ciclistas da cidade. Na atividade, são utilizadas bicicletas duplas. Na frente vai um condutor, voluntário do projeto, e atrás um deficiente visual. O objetivo é prepará-los para participar de tri-


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