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A artesã Dona Helenice dos Santos (à esquerda), Cleuza Pinheiro proprietária da Barraca da Mainha e Baianinho com seu mobiliário

couro. Vendia bolsas, cintos e sandálias. “Quando cheguei à feira, éramos pouco mais de 12 artesãos. Hoje, são centenas”, lembra Baianinho. Em 1989, resolveu dar uma guinada em sua história e deixou o couro para vender móveis rústicos sob encomenda. E descobriu sua grande paixão. Em seu box, chamado Tapera Móveis, vende mesas, cadeiras, estantes, adegas e outras peças cheias de requinte e criatividade. Em 20 anos, criou mais de 300 modelos. “Já vendi para pessoas de todo Brasil e até para estrangeiros”, conta.

Comidinhas Outra atração da feira são os quitutes. Delícias de todo

os tipos são encontradas lá, como acarajés, pastéis, tapiocas, pamonhas e as mais variadas iguarias. Em maio deste ano, foi inaugurada a praça de alimentação, que concentra as barracas de comida. Com capacidade para 720 pessoas sentadas, o local deu amplitude e conforto ao espaço gastronômico. E tem cada comida típica boa, que um passeio ali é de esquecer a dieta. Uma banca ganha destaque por seu movimento intenso, a Barraca da Mainha. Uma das primeiras a chegar à feira, Mariana Oliveira, a Mainha, começou vendendo acarajé em tabuleiro. Conquistou banca própria e trouxe o verdadeiro sabor da Bahia. Como Mainha

gostava de dizer, ela não fazia fregueses, e, sim, amigos. Após seu falecimento, em abril de 2011, a filha Cleuza Pinheiro, 44 anos, assumiu o negócio. Ela que, desde os sete anos, trabalhou com a mãe, segue encantando paladares com a receita de família. Além do acarajé, traz ainda no cardápio abará, vatapá, bobó de camarão e caruru. “A minha mãe está em cada pedacinho desse local. Muitos vinham até a feira apenas para comer suas iguarias”, lembra Cleuza. Outra pedida é degustar os saborosos pastéis da Pastelaria do Chiquim. Comandada pelo Francisco das Chagas, 65 anos, a barraca já é tradição. Há 40 anos na feira, Chiquim

começou comercializando pipoca, com o pai João Bezerra. E anos depois decidiram vender pastel e caldo de cana. Conforme a clientela crescia, Chiquim também ampliou o cardápio. Atualmente, sua barraca vende mais de oito sabores de pasteis, entre eles carne, queijo, frango, frango com catupiry, carne e queijo e outros.

A torre E depois de conhecer tudo ali debaixo, é só olhar para cima que ela está lá, enfeitando o céu de Brasília. Tem um mirante a 75 metros de altura. Um pouco abaixo, a 25 metros do chão, há um salão panorâmico que abrigava o


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