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CIDADE

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Por Marina Macêdo Fotos Celso Junior

E

la é majestosa. Localizada no centro de Brasília, recebe, em média, 25 mil pessoas por mês. Projetada por Lúcio Costa, foi construída para a transmissão televisiva e radiofônica da nova Capital. Inaugurada em 1967, tem 230 metros de altura. A Torre de TV é um dos pontos turísticos mais frequentados da cidade. Em seu mirante, a 75 metros do solo, proporciona uma vista esplendorosa do Eixo Monumental. Aos candangos e brasilienses vai além de um simples cartão-postal. É cenário de um domingo. Onde crianças empinam pipas ou brincam com cata-ventos de garrafa pet, enquanto seus pais procuram na

feira por produtos artesanais ou móveis para casa. Ao final do dia, uma subidinha no seu cume para apreciar o pôr do sol no céu aberto da Capital. Conhecida por muitos brasilienses como Feira Hippie, a feira de artesanato funciona sextas-feiras, sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h. Lá, dá para encontrar flores do cerrado, peças do vestuário, bijuterias, pedrarias, brinquedos lúdicos, móveis encomendados e artesanato em palha, madeira e couro. Tudo isso envolto num cenário que abriga a cultura popular, com apresentações musicais e teatrais de artistas mambembes. Em abril de 2011, a feira passou por uma grande mudança.

Deixou os pés do monumento por uma estrutura nova, com 600 barracas de ferro, todas com a mesma identidade. “A padronização trouxe mais qualidade e mais segurança ao visitante”, avalia o secretário de Turismo, Luis Otávio Neves. E por ali há muita história de vida e de trabalho. Dona Helenice dos Santos, 63 anos, é proprietária da HS Flores. Natural de Monte Carmelo (MG), está na feira desde 1976. Ela comercializa flores e folhas secas do cerrado em arranjos ornamentais. Quando começou, lembra que não havia estrutura fixa. Montava e desmontava todos os dias a sua banca. Anos depois, conseguiu uma barraca. Hoje é proprietária de um box.

“A nova estrutura facilitou em relação à procura. Quando nossos clientes nos indicam para terceiros, eles conseguem nos localizar”, afirma Helenice. No empreendimento, a artesã tem ajuda do marido, Francisco Neto, e dos filhos Andrezza, Walisson, Charles, Francislan e Franklin. Com o trabalho, comprar sua casa, montou oficina própria e formou os filhos. “De flor em flor, consolidei a minha família”, diz. Antônio José Ramos, 64 anos, mais conhecido como Baianinho, também é pioneiro na feira. Vindo de Santana dos Brejos (BA), desembarcou na Capital e logo expôs seu dom na Feira da Torre. Em 1973, começou trabalhando com

Revista GPS BRASILIA ed 6  
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