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ENSAIO

Por Paula Santana Fotos Celso Junior

R

io de Janeiro apaixonante. Aos 448 anos, desde sua descoberta por Estácio de Sá, em 1 de março, o rio que não é rio, tampouco nasceu em janeiro, continua lindo, muito lindo. Maravilhoso. O Rio é fervilhante. Intrigante também. Com seus submundos particulares e problemas estruturais em meio ao caos social, ninguém deixa de amá-lo, admirá-lo. Será que você, Rio, foi feito pra mim? Percebo do avião... que a minha alma canta quando vejo o Rio de Janeiro. E sinto... estava morrendo de saudades. Saudade do pôr do sol do Arpoador, do sossego do Jardim Botânico, da caminhada no calçadão. Ir do Leme ao Pontal. Ver o Mengão no Maraca. E a feira de Acari, que é um sucesso? Tem de tudo. Bora lá pá Lapa? Tem funk no Chapéu e também no Morro do Borel. Lá no Vidigal, rola o baile Shock Legal. Noitada no Jobi. Chopp no Bracarense. Fica pronto logo bondinho de Santa Teresa. O carioca curte a cidade. Não

se cansa dela. Está sempre na rua. Na praia. No bar. No teatro. Na praça. No parque. O menino do Rio é cheio de bossa. Tem dragão tatuado no braço, corpo aberto pro espaço. Alô, Rio de Janeiro, aquele abraço. O cartão-postal do Brasil é Patrimônio Mundial da Unesco como Paisagem Cultural. São 197 quilômetros de praias, cercadas de morros, emolduradas pelo céu. O quão bela é a vista da Marina. Da Glória. Naturalmente exuberante. Rio de Deus. De Sebastião. De Francisco. Sou carioca, sou do Rio de Janeiro. Do Rio 40 graus, o purgatório beleza e do caos. Comando de comando. Sangue quente. Futebol, samba e batuque. Os seis milhões de cariocas são o Brasil inteiro. O Brasil que ama o Rio. Que sofre quando ele é violento. Que vibra quando ele canta. E faz o mundo inteirinho se encher de graça. Rio, você é a coisa mais linda que eu já vi passar. Rio de Janeiro, você é mais, muito mais, que um poema.

Pão de Açúcar visto de um apartamento na Praia de Botafogo

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Revista GPS BRASILIA ed 6