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Muitas lendas e mistérios cercam a história da Cidade do México. A 50 km da capital, existe uma cidade edificada entre 600 e 300 anos a.C., chamada Teotihuacan. O nome significa a cidade dos deuses e é um dos sítios arqueológicos mais visitados da região. A precisão matemática das edificações fazem muitos estudiosos pensarem que foram deuses astronautas que viveram ali. As técnicas de engenharia eram muito evoluídas para época. Ao chegar em Teotihuacan, avistam-se duas pirâmides: a do sol e a da lua. A primeira é uma das maiores do México e foi construída para atividades religiosas. Em determinadas época do ano, o sol se põe à sua frente. A segunda é menor do que a primeira.

Arte Falar da arte mexicana é pensar em Diego Rivera e Frida Kahlo. Rivera é conhecido internacionalmente pelos seus murais. E Frida, sua mulher, amante e “o grande amor da sua vida”, como ele dizia, compete com o artista no quesito talento. O trabalho de Rivera está por toda a cidade, inclusive na sede do governo. Rivera sempre reivindicou suas convicções políticas. Ao longo da carreira, sua obra esteve associada à estética socialista, utilizando-se de figuras narrativas. Grande parte de seus trabalhos podem ser vistos no Palácio Nacional, no Palácio

Bellas Artes ou no Museu Mural Diego Rivera. Já Frida Kahlo é uma das maiores pintoras do século 20, seus quadros fazem referência ao folclore, à arte popular e à própria vida, que foi marcada por tragédias. O useu La Casa Azul, no bairro de Coyoacán, tem uma boa parte do seu trabalho. Filha de um fotógrafo húngaro com uma indígena, aos seis anos de idade sofreu de poliomelite e aos 18 foi vítima de acidente de trem, que a obrigou a usar colete ortopédico por toda a vida. Foi quando começou a pintar. Aos 21 anos, Frida entrou para o partido comunista e casou-se com Rivera, 20 anos mais velho. Por muito tempo, a artista viveu no anonimato. Era conhecida apenas por seu forte temperamento e jeito exótico de se vestir. Vivia deprimida pelas constantes traições do marido. Em meados dos anos de 1940, sua obra começou a ser valorizada. Tinha as cores vivas, características da arte mexicana. Frida pintava sua vida, sua dor e fazia autorretratos. Chegou a ser classificada como uma pintora surrealista, mas ironizou a definição que lhe deram dizendo: “pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade”. Frida faleceu em 1954, aos 47 anos, vítima de pneumonia. Três anos depois, Rivera morreu. Hoje, seus quadros

rivalizam em preço com os do marido em leilões mundo afora.

Religião Visitar a Catedral de Guadalupe pode ser um momento de renovação da fé para os que acreditam em Nossa Senhora. O santuário recebe milhares de pessoas todos os dias. Pelos relatos, a Virgem de Guadalupe apareceu para o índio Juan Diego e se identificou como a mãe de Jesus. A Virgem disse ao índio que falasse com o bispo para construir, naquela localidade, um templo. Como prova da sua aparição, a roupa de Juan Diego estampava a imagem da Virgem de Guadalupe. Mais de 80% da população mexicana é católica. Mas é comum ver nas ruas pessoas oferecendo rituais de purificação com ervas naturais. São tradições antigas de povos indígenas, que fazem parte da cultura mexicana.

Diversão A variedade gastronômica é um atrativo e serve de referência mundial. Não há quem não queira degustar um típico guacamole ou chilli, bem apimentados. “Há uma zona de bares bem descolados no bairro de La Condessa. São diversos restaurantes, pubs, bares e cafés para todos os bolsos. Vale experimentar um prato típico, chamado mole poblano: um molho com variedade de ingredientes, dentre eles o frango, o chocolate e a pimenta”,

sugere o arquiteto mexicano Rodolfo Anaya. O morador da cidade recomenda ainda conhecer Puebla, uma região próxima da capital. “Há comidas muito saborosas como chillis en nogada, que é a pimenta poblano recheada com carne e frutas”, sugere Anaya. Pratos contemporâneos também fazem parte da gastronomia mexicana. “O restaurante Pujol e Biko, localizados em Polanco, estão sempre inventando receitas”, conta a espanhola radicada na Cidade do México, Marta Anaya. Um ponto interessante para conhecer na região é o Mercado de Sonora, no centro da cidade. Lá tem de artesanatos a utensílios para casa, passando por produtos para rituais religiosos. É possível levar para casa um pouco da cultura mexicana. Os artigos de luxo podem ser encontrados no bairro Polanco, onde se instalam as grifes internacionais. À noite, uma das sensações da cidade são as lutas livres, que se realizam na Arena México, no bairro de Cuauhtémoc. Lutadores fazem suas performances, muitos acreditam que a encenação do ringue é verdadeira. Há também lugares que recebem DJs famosos e que servem coquetéis exóticos, além das tradicionais tequilas e margueritas. Muitos deles estão em Polanco. No La Condessa, há pubs com ritmos caribenhos.

Revista GPS BRASILIA ed 6  
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