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Por Raquel Jones

A Cidade do México esbanja cor, exuberância. História e contemporaneidade. Entretenimento com cultura. O caótico estilo de vida do mexicano associado à sua inerente alegria faz com que a segunda cidade mais populosa do mundo seja uma das opções apreciadas da temporada

Sítio Arqueológico de Teotihuacan

Q

uer visitar uma cidade intensa? Tumultuada, divertida e coloridíssima? Então a pedida é a Cidade do México. A segunda cidade mais populosa do mundo, com mais de 26 milhões de habitantes, é capaz de deixar qualquer paulista fora do prumo, tamanha a confusão que mescla num mesmo espaço turistas, executivos, estudantes e até indígenas nativos. Nas ruas, trânsito enlouquecedor. Nas calçadas, não é surpresa tropeçar em homens e seus realejos ou altares à Virgem de Guadalupe. Mas é exatamente essa confusão gigantesca que atrai gente dos quatro cantos do mundo. Trata-se de uma metrópole que pulsa vigor. Tem agenda cultural para todos os gostos. Cinema, teatro e shows. Espetáculos enormes se realizam nas casas especializadas. A visita pede mais de uma semana, caso a intenção seja desbravar a cidade. Os roteiros cultural e histórico são os mais procurados, pois não faltam museus, galerias de arte, monumentos, igrejas e sítios arqueológicos. Mas um circuito gastronômico não pode ser deixado de lado, já que as comidas e bebidas típicas estão distribuídas por todos os cantos. A 2.250 metros acima do mar, a cidade de Frida Kahlo e Diego Rivera foi construída

pelos astecas e colonizada pelos espanhóis. “É uma megalópole agitada, que nunca dorme. Pessoas alegres cantam mariachis, um gênero musical popular. São artistas vestidos com roupas pomposas e chapéus enormes”, resume a empresária brasiliense e frequentadora assídua da cidade, Sônia Araújo. A dica é caminhar, caminhar e caminhar. Até porque o trânsito intenso causa nervosismo em quem tem dias contados para o desbravamento. As ruas são arborizadas e servem de moldura para o contraste entre o antigo e o novo. Uma boa opção para os apressados é o metrô. Tem linhas que cortam a capital e facilitam bastante a vida. A cidade tem uma diversidade de estilos e tons. No centro, há a parte histórica, com prédios que são patrimônios culturais, construídos no período da colonização espanhola. Bairros um pouco mais distantes apresentam modernidade, como o luxuoso Polanco, em que prédios novos e uma arquitetura moderna se misturam com casas antigas Para entrar no México, o brasileiro não precisa mais de visto, salvo estadas que ultrapassem três meses. A mesma regra vale para os mexicanos que entrarem no Brasil. A decisão passou a valer a partir deste ano, graças a um acordo realizado entre os governos dos dois países.


Revista GPS BRASILIA ed 6