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EU VOU PRA CALIFÓRNIA No percurso até pisar em Hollywood, teve a companhia do pai. Admar fez questão de ver onde filho iria se instalar, conhecer a escola e até presenteou Henry com um carro. “Ele me deu não só um empurrão financeiro, mas também um apoio psicológico e emocional. Ele é meu melhor amigo. Um fã e ídolo ao mesmo tempo”, revela. Com um inglês fluente, durante o curso na New York Film Academy, fez parte de vários projetos ao longo de um ano e meio. Na sequência, protagonizou um curta-metragem batizado de The Wing. Depois, foi a vez do longa  Cardinal X. “Fui dirigindo até San Francisco, ensaiando as minhas cenas no caminho e pensando em como aquilo entraria para a minha história. Quase não consegui dormir. No dia seguinte, cheguei no set surpreendentemente tranquilo. Mas é como o primeiro dia na escola, você não conhece ninguém, não sabe como vai interagir com as pessoas, mas tem uma sensação muito boa de que coisas novas estão pra acontecer”, revela o ator. Em seguida, gravou a série de televisão The Mysteries of Laura, em janeiro deste ano. “Logo quando voltei de New York do trabalho, fiz o teste pela terceira vez e peguei o papel do Josh, em Teen Wolf, em março de 2015, que estou filmando até hoje. Nas férias de Teen Wolf, no meio do ano, rodei um filme chamado XOXO, do Netflix Original Movie, em que faço par romântico com a Sarah Hyland (ModernFamily)”, conta. Com uma carreira em ascensão, aos poucos vai se tornando conhecido pelo público brasileiro.  Teen Wolf  é um sucesso, cada episódio atinge, em média, dois milhões de

telespectadores no mundo. O público de séries tem crescido e, com isso, as oportunidades. “Aqui eles chamam de ‘The Golden Era of Television’. Nunca na história de Hollywood tiveram tantos seriados sendo produzidos com a qualidade e orçamento de agora. E com uma demanda maior ainda, devido às variadas plataformas disponíveis”, enfatiza Henry. Transitando entres as estrelas de Hollywood, Henry lista suas referências: Daniel Day-Lewis, Hilary Swank, Meryl Streep, Christian Bale, Jack Nicholson, Dustin Hoffman e Marlon Brando. E também nomes que o influenciam no trabalho atual, como Brit Marling, Eddie Redmayne, Claire Danes, Jared Leto e Robin Wright. Com uma vida hollywoodiana bem intensa, ainda não é possível ver Henry Zaga em uma produção brasileira. Mas o ator pretende, sim, trabalhar com seus conterrâneos. “Tem tanta gente que eu cresci assistindo e sempre apreciei muito o trabalho que é difícil falar. Pensando rápido, tenho vontade de trabalhar com Selton Mello, Marieta Severo, Maitê Proença, Fernando Meirelles, Heitor Dhalia, José Padilha, Wagner Moura, Camila Pitanga, Matheus Nachtergaele e Giovanna Antonelli”. Henry investe no trabalho em Los Angeles e, aos poucos, conquista uma independência financeira. Para ele, ser estrangeiro não dificulta o trabalho na cidade. “L.A. é um ponto de encontro do mundo todo, você conhece mais gente de fora do que daqui. É realmente ‘The City of Dreams’”, conta. Ele não tem previsão de voltar a morar em Brasília. “Tenho um carinho muito grande pela cidade. Sinto muita falta da minha casa, de jantar com a minha família, de falar português. Mas para a minha carreira, neste momento, é melhor estar aqui”, conclui o nosso astro de Hollywood.

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