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RETRANCA ENTREVISTA

“BRASÍLIA É MEU PORTO SEGURO. FALO MUITO ‘OXI’, FICO ESPERANDO OS CARROS PARAREM NA FAIXA DE PEDESTRE E CHAMO AS MÃES DOS AMIGOS DE TIA”

Do que mais sente falta daqui? “Da organização”, não hesita em responder. “Bem ou mal, Brasília é uma cidade que você sabe exatamente como funciona. Temos o horário de rush, mas sabemos quando ele começa e acaba. Sinto falta das tesourinhas, acho geniais. E dos ipês. Minha mãe é apaixonada por eles e desde pequeno ela falava pra eu prestar atenção nas suas cores”, revela. Ele tem uma rotina frenética. Na semana que falou com a equipe da GPS|Brasília, esteve em Milão, voltou para o Rio e foi para Nova York. Por sorte, teve um tempinho na agenda para vir a Brasília e posar para as fotos. Apesar do jeito espontâneo de seu personagem, Bruno se considera até um pouco tímido. “Eu sou uma pessoa normal. Não saio pulando, gritando o tempo todo. Sou discreto, falo baixo. Gosto de observar as coisas. Não chego forçando amizade. Sou mais quieto do que imaginam”, garante. Sincero, criativo e perspicaz, estar com Hugo Gloss ou Bruno Rocha é uma diversão. Apesar de ele dizer que são duas pessoas bem diferentes, fica até difícil separar os dois. Independentemente do nome, ele é, sem dúvida, o amigo que todo mundo queria ter.

Quem é o Hugo Gloss? O Hugo Gloss é um personagem da internet, um menino um pouco escandaloso, que não tem papas na língua. Ele adora a vida dos famosos, mas observa bem para enxergar além dos holofotes. Ele não nasceu rico, como ele diz: “O que a vida não me deu, eu comprei”. Foi trabalhando e conquistando as coisas com o tempo. É aquele amigo que você acha hilário. Hugo Gloss não fica triste, está sempre animado, pronto pra ferver. E quem é o Bruno Rocha?  É um rapaz normal, que cresceu em Brasília, mas sempre soube que era do mundo. Uma pessoa que gosta de viajar, que não se deslumbra fácil e que é muito apegada aos amigos e à família. Extremamente crítica, principalmente de si mesmo, mas que procura não se levar a sério, nem levar a vida a ferro e fogo. O importante é ser feliz, estar feliz e não passar por cima de ninguém. O resto Deus traz. Quando surgiu seu interesse pela vida das celebridades? Minha avó era assinante da Caras e da Contigo. Ela amava revistas de famosos. Cresci lendo tudo isso, acompanhando a tevê. Desde que me entendo por gente eu tenho essa curiosidade. De onde vem seu humor ácido? Sempre fui assim. Acho também que é de família. Ninguém na minha casa é do tipo meigo. Talvez minha irmã. Mas a maioria é linguaruda como eu. Quando pequeno, via tevê com meus avós, e eles iam comentando. Quando a vilã aparecia, diziam: “Lá vai essa bandida”. Peguei isso deles. É uma coisa minha mesmo. Não é forçado. Você se sente uma celebridade? De Jeito nenhum. Costumo dizer que celebridade é a Beyoncé, a Rihanna, a Kim Kardashian, a Ivete. Celebridade é quem não consegue sair de casa sem ser notícia. O resto todo é apenas conhecido.

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Revista gps brasilia edicao 12  
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