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RETRANCA

Norte, na casa da ex-namorada de um amigo. “Cantamos cinco músicas, sendo quatro covers”, lembra Makako. O apoio dos pais foi fundamental para concretizarem o sonho de ter uma banda. Foram necessárias aulas de músicas e até um estúdio para ensaios exaustivos, localizado na casa do baterista Makako, no Lago Sul, bairro onde os outros integrantes também residem. É onde eles todas as semanas se encontram até hoje.   Com um show aqui e outro ali, foram construindo seu trabalho expoente. Juntos, começaram a compor as próprias canções e cada um se encontrou no seu instrumento. As letras e melodias são feitas em conjunto. Em 2012, lançaram  Cromático, o primeiro EP. No ano seguinte, foi a vez de trazer à tona o clipe Danse Macabre, que rendeu mais de 400 mil visualizações no Youtube, e lançar o álbum Real/Surreal, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional. O que começou despretensiosamente, aos poucos foi ganhando força. Assim como nos tempos de Renato Russo e do rock oitentista, atualmente o cenário musical brasiliense tem uma grande oferta de boas bandas. Para se destacar, é preciso inovar. Com um rock que eles chamam de experimental, fazem um som alternativo e diferente. E, claro, apostaram na internet. “Ao mesmo tempo em que a internet é uma opção boa e rápida, é também saturada. São milhares de bandas produzindo algo. Acreditamos que nosso destaque foi a qualidade”, diz Tomas. Na cidade natal, os shows foram em variados formatos. Casas de amigos, pubs, festas sediadas no Minas Tênis Clube, Livraria Cultura do Iguatemi Brasília e até os icônicos Teatro Nacional Cláudio Santoro e Museu Nacional de Brasília. Além dos festivais Candango Cantador  (2013),  Porão do Rock(2014) e  Muv Festival (2015). Este ano, o voo foi crescente, com a participação nos festivais internacionais. “Mas nosso maior público foi no aniversário de 54 anos de Brasília, ao lado do Museu Nacional”, contam os meninos. No início deste semestre, após o sucesso no programa global, lançaram o CD  Éter  em um clube em Brasília, e arrastaram uma multidão. O palco foi divido com Supercombo, companheiros do  SuperStar. “Eles já são nossos parceiros há um tempo e temos até uma música juntos”.

PERFIL O quarteto levou durante um tempo os estudos, paralelamente ao trabalho musical. Mas com a ascensão, acabaram optando em focar exclusivamente na banda. “Eu e Lucão competimos pra ver quem troca mais de curso. Já fiz Psicologia, Publicidade e Propaganda, Administração e Direito. Mas não terminei nenhum”, conta Tomas. Lucas complementa: “Eu cursei alguns semestres de História, Administração, Direito e Museologia. E se tivesse mais tempo queria tentar passar no vestibular para História da Arte”, revela. O único com diploma de nível superior na mão é o Philipe. “Formei em Moda, no IESB, e tenho até uma filha. Estou com a vida feita”, brinca. Mas no lugar dos canudos, os instrumentos parecem fazer mais sentido na trajetória do quarteto. Nascidos em 1990, cada um tem seu sex appeal. Tomas segue o estilo alternativo e adota um visual com barba. Com histórico de aulas de violão desde os 11 anos, sabe dominar as cordas. Lucas, para os íntimos Lucão, é mais reservado à primeira vista. Porém, depois de meia hora de conversa, revela-se um artista carismático e performático. Philipe, também chamado de Makako, é o pai coruja. Com a recente chegada da Liz, compartilha com seus seguidores das redes sociais os momentos com a primogênita. Por fim, o caçula Gustavo, nascido em 1993, sonhava em ser jogador de basquete. Trocou a bola pelo microfone. Com olhos claros e cabelo loiro, causa frisson entre a mulherada. Durante sua passagem pelas telas globais, em uma enquete feita no site, conquistou o título de “Mais gato da equipe de Paulo Ricardo”.

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