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RETRANCA

POR MARINA MACÊDO FOTOS CELSO JUNIOR

O

título é de Capital do Rock. Berço de importantes bandas com DNA como Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial, Raimundos e Móveis Coloniais de Acaju. Décadas se passaram desde o explosivo rock garagem até o cenário musical candango atrair mais uma vez os holofotes. Dessa vez com Scalene, o som experimental que mantém viva e tremulante a bandeira do rock’nroll autoral de Brasília. E não só na cidade do concreto. A jovem banda mostrou ao Brasil que o sangue roqueiro ainda corre em nossas veias. E tem a sua força em meio a estilos musicais midiáticos. Ultimamente, só se fala da banda brasiliense Scalene, finalista do programa SuperStar, da TV Globo. Um grupo jovem, porém maduro, formado por Gustavo Bertoni (guitarra e vocal), Tomas Bertoni (guitarra), Lucas Furtado (baixo) e Philipe Nogueira (bateria e vocal). Na competição, ficaram em segundo lugar, após uma disputa acirrada com a dupla baiana Lucas e Orelha. Mas a notoriedade do programa está rendendo bons frutos à Scalene. Já são milhares de novos fãs nas redes sociais. O impacto das performances foi tão grande que, após as apresentações semanais, os astros conseguiram atingir o topo dos dez discos e singles mais vendidos do iTunes. Na estreia, quando tocaram a composição própria Surreal, tiveram a maior pontuação da noite (89%) e impressionaram. Apresentaram, no total, nove músicas autorais durante a disputa, e conquistaram a torcida do Brasil com seu carisma, sua energia rock’n’roll no palco e muita qualidade técnica. Apadrinhados pelo cantor Paulo Ricardo, o quarteto arrancou elogios. “Desde a primeira apresentação disse que eles eram superstars. Fico orgulhoso de serem meus afilhados. É uma grande banda, muito consistente”, disse Paulo

Ricardo para a imprensa. Thiaguinho chegou a se emocionar com a letra de Amanheceu, composta em homenagem às mães do quarteto. Porém, engana-se quem pensa que o apoio de outras personalidades do meio é coisa recente. O cantor Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, já conhecia a banda conterrânea há mais de um ano. Na época, chegou até a postar em seu Instagram: “Ouçam essa banda nova de Brasília. A banda se chama Scalene. Muito bom”. Há muito tempo uma banda de Brasília não era descoberta pelo Brasil como aconteceu com a Scalene. Mas quem aprecia o rock já curtia o som dos jovens brasilienses. Eles fazem shows pelo Brasil – quase não passam os finais de semana na Capital – e, este ano, integraram o line-up de grandes festivais, como Lollapalooza Brasil e South by Southwest (SXSW), em Austin, Texas, nos Estados Unidos. O quarteto considera o programa um divisor de águas na carreira. A meta agora é continuar fomentando o rock ousado e alternativo, lançando singles, clipes e levando o som autoral para o máximo de destinos possíveis. Voar, mas, por enquanto, sem deixar Brasília. “Depois de seis anos de luta, sinto que esse é um novo começo”, disse Gustavo.

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Revista GPS Brasilia 11  
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