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RETRANCA

ELA É NEOFOFISTA Quem disse que o mundo do grafite pertence aos homens? Juliana Borgê é prova de que essa história não procede. Borgê e sua criação no Setor Comercial Norte Autointilulada neofofista, a jovem de 28 anos é dona de traços envolventes, simples e delicados. Cresceu lendo história em quadrinhos e ama A Turma da Mônica.  Formada em Artes Plásticas pela Universidade de • Bomb – Grafite rápido ou ilegal, Brasília (UnB), moradora do Guará, Ju sempre teve facigeralmente feito à noite lidade manual. Começou com a costura, o bordado, o recorte • Crew – Equipe ou grupo de amigos e depois o desenho. “Eu fazia as roupas das minhas bonecas que habitualmente pintam juntos e e adorava o ponto cruz, que é o desenho com a linha”, conta. O que todos usam o mesmo nome grafite entrou na vida dela aos 16 anos, por meio de um amigo.   • Cross – Pintar um grafite ou Ju assina Borgê e, assim como Pomb, diz que o melhor dia para assinatura por cima de um trabalho grafitar é aos domingos. A fofurice faz parte dos seus desenhos. Seres de outro grafiteiro redondos, fofos e multicoloridos agradam o olhar. A primeira reação ao • Rolê – Sair com os amigos para se deparar com seus desenhos é afirmar: “que fofo!”. Não tenha dúvidas, achar um lugar para grafitar quando você encontrar um grafite e tiver essa reação, esse desenho é dela.  • Spot ou pico – Denominação dada A artista não brinca em serviço e diz que o preconceito é inevitável. “A mulher ao lugar onde é feito um grafite sempre foi vista como o ser que cuida e zela e não o ser que desenvolve, produz e vai atrás”, analisa. Borgê já fez intercâmbio em Portugal, onde fez vários “rolês” com seus desenhos. No Brasil, já espalhou fofurices pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Belém.   Além de grafitar, também fotografa e costura. “Tenho uma pesquisa pessoal que segue para a fotografia e a costura. Eu não consigo deixar essas coisas desvinculadas. Elas também estão interligadas com o grafite. É inevitável”, diz. Sobre o futuro, Borgê não titubeia. “O que eu levo da vida não é o que eu tenho, mas a vida que eu levo”, finaliza. 

LINGUAGEM DO GRAFITE

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