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Fernando Thales, o Pomb, em seu ateliê na Asa Norte

Em 2012, enquanto pintava o viaduto perto da Esplanada dos Ministérios, foi abordado por uma viatura e encaminhado para a 5º DP. “Tive que cumprir 90h de serviços comunitários, mas digo que isso não mudou nada na minha vida. Brasília precisa de intervenções, de trabalhos artísticos colorindo a cidade. Há tantos lugares esquecidos por aqui, que poderiam ser revitalizados por nós. Mas o simples fato de a cidade ser tombada, torna tudo mais difícil”, analisa.  Além de Brasília, ele possui obras espalhadas por cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo, e no exterior, como Buenos Aires e Barcelona. E foi na cidade espanhola, especificamente no College Bar, o local da sua primeira exposição internacional, El hilo de la vida, com dez pinturas em tela.  Na Capital do País, teve sua primeira mostra individual chamada Apoteose. Este ano, promoveu a exposição So-

bre o infinito e outras coisas, no SESC. Em abril, o artista participou de coletiva de grafite em Goiânia, na Galeria UPoint, e em maio abriu exposição ao lado de Alexandre Orion (SP) e outros convidados brasilienses, na galeria paulistana Luis Maluf.  Thales gosta de desenhar figuras de animais. Utiliza cores fortes, como o magenta, o laranja e o lilás. É ligado no debate sobre sustentabilidade. Em seu último trabalho, fez máscaras de madeira reciclada com LED. É um artista multimídia.   Pomb acredita que sua arte não é algo pontual, e, sim, uma corrente de acontecimentos e experiências. “Tudo é inspiração, desde uma conversa no bar, andar de bike pela cidade, até um filme, uma música”, afirma. Para ele, acomodar-se não é uma opção, e, em breve, vai começar a se reinventar. 

Instagram: @pomb_ Facebook: /pomb.thales

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