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RETRANCA

Ano passado, uma exposição na Caixa Cultural trouxe para a Capital do País trabalhos do famoso artista de rua britânico, Banksy. Em seus desenhos, demonstra claramente sua aversão à autoridade e ao poder. Faz críticas sempre com humor sombrio e uma boa sacada. Figura reclusa, sua identidade nunca foi revelada ao mundo. Seus trabalhos inspiraram um documentário que em 2011 concorreu ao Oscar. Uma de suas obras mais polêmicas é a de dois policiais se beijando, trazendo à tona a homossexualidade nas instituições públicas. Hoje sua arte se espalha e chega até o muro que separa Israel e Palestina. Mas tudo começou em Bristol, no interior da Inglaterra, onde Banksy já dava sinais de que iria longe.

EM BRASÍLIA Por aqui, além dos famosos e belos ipês, as ruas projetadas por Oscar Niemeyer têm ganhado novas cores e traços. Ao andar pelas quadras, é comum encontrar um grafite bem elaborado cheio de cores e nuances, transformando muros descascados, paredes esquecidas e até fachadas de lojas em verdadeiras obras de arte. Alguns vêm com mensagens reflexivas, outros com personagens e assinaturas.  Sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a Lei 12.408, de 2011, regularizou a prática do grafite. Segundo detalha, a prática do grafite é permitida desde que consentida pelo proprietário particular e autorizada pelo órgão competente, observadas as normas de conservação do patrimônio histórico e artístico nacional.  Por aqui, a ascensão do grafite como arte estará no shopping Casa Park, que participa da ação promovida pela Casa Cor Brasília em parceria com a Secretaria do Trabalho do Distrito Federal, em que serão selecionados, por meio de um concurso, grafiteiros para criar telas a serem expostas dentro do mall. “Temos um papel importante no incentivo e na divulgação do trabalho realizado pelos artistas da cidade, que já vem se destacando no segmento do grafite nacional. É neste exato momento que eles precisam do nosso apoio, não apenas com premiações, mas também na divulgação de suas obras”, afirma a diretora executiva do shopping, Ivana Valença.  Porém, não é sempre que os grafiteiros seguem os pré-requisitos. Na verdade, eles não resistem a um espaço sem cor: uma parede branca, uma banca abandonada, um canteiro de obras... Não importa. Se está dando bobeira, eles não pensam duas vezes.  Com o spray na mão, dão asas à imaginação. Seja em uma simples placa revitalizada na UnB, ou em centros de cultura, como o Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul). O grafite está por toda parte.  O artista Gurulino em ação, na Asa Norte

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