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RETRANCA

Intervenção artística do brasiliense Pomb, no Setor Comercial Norte

“M

oça, não tira foto aí não. Só tem desenho feio”, disse o vendedor ambulante, seu Geraldo, ao me ver fotografando grafites no Setor Comercial Norte, com meu celular. Ele faz parte de uma grande porcentagem de pessoas que não interpretam os desenhos e rabiscos espalhados pelos muros da cidade como forma de arte. Porém, gostando ou não, a verdade é que o polêmico grafite saiu do gueto e das estações de metrô e invadiu espaços antes improváveis. Instalou-se em coleções privadas, galerias de arte internacionais, cobriu os mais variados objetos de consumo, as portas e as paredes das casas, os compartimentos de restaurantes, fachadas de empresas e até onde a imaginação permitir.  Definido pelo escritor Norman Mailer como “uma rebelião tribal contra a opressora civilização industrial”, a arte que surgiu na década de 1970, em Nova York e rapidamente se difundiu no Brasil, tem conquistado, a cada ano que passa, mais espaço e fãs.

AR EM COMUM, A FORMAÇÃO NA UNB E A VONTADE DE FAZER INTERVENÇÕES NO CONCRETO DA CAPITAL DO PAÍS. PARA POMB, GURULINO E BORGÊ, TRÊS EXPOENTES NO GRAFITE, A ADRENALINA É INSTRUMENTO DE TRABALHO. A RUA, O ATELIÊ. OS MUROS SÃO TELAS. E OS SPRAYS DE TINTA SERVEM COMO GRANDES PINCÉIS POR ANDRESSA FURTADO | FOTO SÉRGIO LIMA

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Revista GPS Brasilia 11  
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