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Com sete bancos espalhados pelo espaço, várias lixeiras instaladas e duas entradas, a área está localizada no centro do prédio e é percebida por Luzimar como uma espécie de praça. “O Burle Marx gostava de criar jardins que brincavam com esse conceito de praça. Há caminhos, áreas de convivência. Alguns servidores costumam almoçar ali, outros frequentam com amigos para um bate-papo rápido. Meu sonho é ver o jardim melhor aproveitado com um café temporário, que tenha ombrelones e sirva lanchinhos rápidos, mas para isso é necessário fazer uma reforma no Palácio”, conta a assessora. O chão do jardim é de pedra portuguesa e seixo rolado. Há ainda uma estrutura metálica criada especialmente para servir de apoio para a trepadeira congea tomentosa, que se desenvolve em clima quente e floresce lindamente. Bromélias rubras dividem lugar com várias costelas-de-adão, imbé-furado e jiboias. E é quase possível ouvir o próprio Burle Marx falar baixinho: “Um jardim é uma obra viva, que resulta da combinação de diferentes formas e cores, como na pintura ou nos sons musicais”. Infelizmente, o prédio e os jardins não estão abertos para visitas guiadas. Somente os servidores apreciam essa beleza escondida no Palácio da Justiça.

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