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RETRANCA

ESCOLA

O lendário Paulo Roberto Modesto

Juiz aposentado, Everardo conta que seu primeiro voo de instrução foi de 1977 no Aeroclube de Luziânia. “A aviação representa, primeiramente, uma atividade esportiva, mas a sensação de sair do chão e se tornar pássaro é indescritível. É única. Normalmente as pessoas têm medo de subir, mas quando sobem, não querem descer mais de tão bom que é”. No ano 1989, comprou seu primeiro modelo. “Já troquei uns cinco modelos. Hoje, tenho um Storm e um Sonex”, diz. Sendo o primeiro para voo normais e o segundo, acrobático.

Com a missão de ensinar e treinar novos pilotos, a Associação dos Pilotos de Ultraleve de Brasília ministra aulas para, em média, 50 profissionais por ano. É como se fosse uma escola preparatória em que os alunos adquirem os primeiros conhecimentos sobre navegação, regulamento, teoria de voo, mecânica de avião e meteorologia. O curso teórico dura três meses. Já na parte prática, o aluno deve cumprir carga mínima exigida pela ANAC. Mas, assim como na autoescola, vai depender das habilidades e aptidão para atingir uma pilotagem satisfatória e segura, para só depois conquistar os certificados de Piloto Desportivo e de Recreio. Para alguns, a paixão se transformou em profissão. “Ser piloto era meu sonho de infância. Comecei a voar em 2006, na APUB, e a partir de então minha carreira deslanchou. Depois fui para o Aeroclube de Brasília, fiz curso de piloto privado, comercial e voo por instrumento. E piloto helicóptero há mais de dois anos”, conta o tenente-coronel Fábio Leite, da Polícia Militar do Distrito Federal. Para Leite, a associação é referência para iniciar a carreira. “APUB seria um primeiro passo para a pessoa sentir na pele se realmente tem talento para desenvolver a atividade. Inclusive, as horas feitas na associação são reconhecidas pela ANAC como experiência de voo para os cursos homologados lá fora”, diz o piloto, que tem mais de 980 horas em avião e 130 de helicóptero. A associação contribui ainda na formação de alunos da Universidade de Brasília (UnB), Serviço Social do Transporte (SEST) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT). O mecânico construtor de aeronáutica, Paulo Roberto Modesto, passa sua vivência de mais de 27 anos na área. Um senhor com mente brilhante, que sabe transmitir seu conhecimento e executar difíceis projetos. Mas que não larga seu chapéu a la Santos Dumont.

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Revista GPS Brasilia 11  
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