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ELES SOMAM MIL. VOAM PELA PAIXÃO DE ESTAR NO AR. LEVE, QUASE SOLTOS, FLANANDO. TAMBÉM FAZEM ACROBACIAS E AÇÕES DE CIDADANIA. E ATÉ CONSTROEM A SUA PRÓPRIA AERONAVE. QUEM SÃO ESSES SANTOS DUMONTS? SÃO OS MEMBROS DA ASSOCIAÇÃO DOS PILOTOS DE ULTRALEVE DE BRASÍLIA POR MARINA MACÊDO | FOTOS CELSO JUNIOR

A DORES a aeronave plana no céu. Estável, com leves desníveis a depender do vento. Na janela, a vista do alto é esplêndida. Uma perspectiva que traz o infinito azul e nuvens que parecem chumaços de algodão. Olhando para baixo, Brasília fica ainda mais imponente. Uma imensidão de Lago Paranoá com embarcações que, de cima, parecem pequenos pontos brancos a navegar. É possível observar a organização do projeto urbanístico de Lúcio Costa. As superquadras, a imensa área verde, os monumentos. A pilotagem acontece a partir de ação coordenada de

mãos e pés, em que, ao inclinar o manche (controle de mão) para a direita, juntamente com os pedais para o mesmo lado, a aeronave faz curva para esse lado, e vice-versa. Para subida, puxa-se o manche para trás. E com manobra inversa tem-se o movimento de descida. Considerados aviões leves, eles voam em até 13 mil pés de altura. Aos corajosos, há ainda os modelos acrobáticos que fazem manobras radicais no alto. Porém, para realizar tais artimanhas a aeronave precisa ser homologada pelo fabricante, mostrando que a estrutura é mais resistente para suportar os esforços resultantes dos movimentos. GPSBrasília « 25

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