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OS VOA U

ma tela: do nascer ao pôr do sol, o céu de Brasília exibe uma palheta de cores. Dias em que amanhece azul, limpo, sem nuvens. Outros, ranzinza e cinzento. Seu entardecer traz uma explosão de tonalidades. Laranja, rosa ou roxo, que permitem belos contrastes com o concreto de Oscar Niemeyer. Um horizonte fascinante, que torna cortês o simples abrir da janela ao despertar, ou agradável a volta para casa em dia de trânsito. O que não faltam são elementos diferentes para serem fotografados e virarem inspiração de letras de música. Como diria os compositores mineiros Toninho Horta e Fernando Brant: “Nada existe como o azul sem manchas/ Do céu do Planalto Central/ E o horizonte imenso aberto/ Sugerindo mil direções”.

E desbravar esse céu lá de cima é rotina de alguns brasilienses a bordo de ultraleves. Um monomotor com peso máximo de decolagem de 750 kgf (quilograma-força), velocidade mínima de controle de 45 nós – aproximadamente 80km/h –, com única hélice, e utilização proibida para fins comerciais. Para subir na aeronave é preciso pisar nas áreas demarcadas das asas. Lá dentro, um painel de controle indecifrável para leigos. São apenas dois assentos, para piloto e acompanhante, que usam cinto de segurança e fones de ouvido. Fechada a cabine, dá um frio na barriga e é hora de decolar. Após ganhar velocidade na pista asfaltada, com 650 metros de extensão por 15 metros de largura,

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07/08/15 00:33

Revista GPS Brasilia 11  
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