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RETRANCA

TOQUE FEMININO

miado pela qualidade na gestão de pessoas, há dez anos está entre as melhores empresas para se trabalhar no Brasil. O Sabin cresceu impulsionado pelo salto tecnológico e pela credibilidade entre a classe médica, mas também pelos seus valores e respeito ao próximo. Quem é que não gosta de chegar em uma unidade e ouvir uma música tocada ao vivo no violão? Receber o sorriso de um funcionário e saborear pão de queijo com capuccino ou chocolate quente depois do exame de sangue em jejum? “Tratamos nossos clientes como tratamos visitas em nossas casas”, diz Janete. Com isso, transformaram o incômodo ato de um exame clínico em algo aconchegante. Em toda a matéria, tratamos Janete Ana Ribeiro Vaz e Sandra Soares Costa somente pelo primeiro nome. Foi de propósito. É assim que elas são: mulheres simples e que tratam todos de igual para a igual, com muito respeito. Durante a entrevista, andamos com elas pelas dependências da sede, localizada no Brasília Shopping, um ambiente agradável. São admiradas pelos corredores. Cumprimentam quem cruza o caminho com abraços, sorrisos e meia dúzia de perguntas sobre trabalho e família. Interessam-se de verdade por cada um. No dia, haveria um casamento de dois funcionários no auditório da empresa. “Tem empresa que proíbe namoro, aqui a gente incentiva e ainda ajuda no casamento”, brincou Janete.

Andar pelas dependências do Sabin é sentir uma clima bem feminino. O quadro da empresa é composto por mulheres, em sua maioria: 76%. Elas ainda estão em 78% dos cargos de chefia. Números que vão na contramão do Brasil, onde as mulheres recebem um salário 30% menor do que os homens. “Todo mundo perguntava se eu conhecia o dono do Sabin. Pediam por emprego ao meu ex-marido, quando ele estava do meu lado, como se o negócio só pudesse ser dirigido por um homem”, conta Janete. O que para muitas empresas é um problema para o Sabin é um diferencial. No laboratório, as mulheres que passam por momentos especiais são tratadas de forma única. Aquelas que vão subir ao altar recebem o Dia da Noiva, as mães ganham ajuda para o enxoval e depois auxílio-babá e material escolar. Um dos pontos positivos é o fato de nunca terem se endividado. “Em 31 anos de empresa, sequer usamos o cheque especial. A mulher é mais controlada com as finanças”, orgulha-se Janete.

Entre elas, é nítido o olhar de cumplicidade. São 31 anos de sociedade, um verdadeiro casamento. As características diferentes acabam se completando. Janete é de planejar, Sandra, mais inquieta, quer ação. O que as mantém juntas? Os mesmos valores. Bem-humoradas, levam a vida com simplicidade, alegria e espiritualidade – uma é católica e a outra, evangélica. E, assim, construíram a história que elas contam Brasil afora, em palestras sobre empreendedorismo. Um exemplo de coragem, garra, fé, respeito, companheirismo, confiança, que resultou em um patrimônio brasiliense, além de tornarem-se referência da força feminina em um universo ainda impregnado por valores masculinos.

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Revista GPS Brasilia 11  
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