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PIONEIRA Muitos feirantes estão por lá desde o início. Muitas famílias trabalham juntas. Dão aquele toque casual ao ambiente. Um clima informal que não se tem em shoppings. Conversam, chamam clientes pelo nome, oferecem descontos e tentam atrair os novos visitantes. Maria Vanda Lopes de Albuquerque, 77 anos, conhecida como Dona Vanda, é pioneira na feira. Está lá há 43 anos e lembra que, no início, tinha que levar as mercadorias todos os dias. “No fim do dia, a gente guardava tudo para levar pra casa. Depois, quando ficamos fixos, já podíamos deixar os produtos no local”, conta. Por 25 anos, ela trabalhou com hortifrutigranjeiros. Hoje, tem uma banca de confecção infantil, a Suellen Moda Infantil. A rotina de acordar cedo, organizar os produtos, abrir a banca, ficar quase o dia inteiro em pé e estampar um sorriso no rosto para conquistar os clientes rendeu resultado. “Tudo que conquistei foi fruto daqui, inclusive a casa onde moro”, orgulha-se. “Além disso, tenho muitos clientes que viraram amigos, que mudaram de Brasília, mas quando voltam, vêm me visitar”, diz. A matriarca foi inspiração para outros membros da família, que resolveram investir em negócios na feira. Como a filha Marlete e o neto Vinícius, com suas bancas de cosméticos e acessórios para eletrônicos, respectivamente. Além da neta Suellen, que ajuda a avó diariamente. Além de Dona Vanda, é possível ver uma enorme variedade de bancas que investem em confecção. Roupas para todas idades e ocasiões. Que merecem destaque por sua qualidade e o bom preço. “O gostoso da feira é o chorinho, o desconto que o cliente pede. Eu mesma sou pechincheira”, brinca Dona Vanda.

Dona Vanda está na feira há mais de quatro décadas

REFORMA Em 2010, a Feria do Guará recebeu uma reforma que realocou os ambulantes, que existiam em torno da feira, em uma ala na lateral. Em 2011, foi a vez dos banheiros, que deram mais conforto aos feirantes e frequentadores. Para o ano de 2015, o presidente da Ascofeg, Cristiano Jales, adianta que quer reformar o local em parceria com uma empresa. No projeto, a Feira do Guará ganharia uso de energia solar e teria captação de água da chuva, sem custos para o governo, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). A novidade se mostra viável e sustentável. “A questão é de suma importância para o governo e para a sociedade, porque a energia que iremos consumir será a que vamos produzir aqui. Além da captação da água da chuva, que seria armazenada em tanques, e seria usada em banheiros e na limpeza”, conta o presidente da Ascofeg. Mas como a área é pública, o projeto precisa de uma posição do Governo do Distrito Federal. “Precisamos dar uma garantia para a empresa de que o governo vai deixá-la permanecer durante o tempo combinado, para ela ter o retorno do que investiu. Após o período, a energia passa a ser propriedade da associação. Trazendo assim uma futura receita”, diz Jales. “O governo anterior não analisou a proposta. Nossa expectativa está no atual governador”, finaliza.

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