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PATRIMÔNIO

B

HOJE É DIA DE

A FEIRA DO GUARÁ É O LOCAL MAIS DEMOCRÁTICO DO DISTRITO FEDERAL. AOS 30 MIL CLIENTES SEMANAIS VENDE DE COMIDA BOA À ROUPA POPULAR. DE TEMPEROS A ELETROELETRÔNICO. EM 48 ANOS, FORMOU FAMÍLIA E FEZ AMIGOS. ATUALMENTE, LUTA PARA SE MODERNIZAR, TENTANDO TORNAR-SE AUTOSSUSTENTÁVEL

FEIRA

rasília não vive só de política e arquitetura. Vive de gente. Daquela que frequenta parque, que faz piquenique, que sai para comprar na feira. Aliás, barganhar em feiras é um hábito típico de quem mora no Planalto Central. Em especial, na tradicional Feira Permanente do Guará, ou simplesmente Feira do Guará, que desde 1967 reúne um pouco de todo o Brasil e é a cara de Brasília. De quarta-feira a domingo, das 8h às 18h, tem sempre gente circulando por lá. Recebe, em média, 30 mil pessoas por semana, de todas as classes sociais. Gente em busca dos mais variados produtos das 645 bancas, que comercializam roupas, acessórios, calçados, eletrônicos, hortifrutigranjeiros, temperos nacionais e internacionais, carnes e peixes. Assim, tornou-se mais que uma feira, é um ponto turístico da Capital do País. Hoje está ao lado a Administração Regional do Guará. Criada em 1967, a feira funcionava na QE 7, no lugar em que agora ficam os bancos, e onde permaneceu até 1970. Depois, passou para onde atualmente é a estação do metrô. E, em 1984, foi construída a área onde ficou de forma definitiva, com um amplo estacionamento. A Feira do Guará é um patrimônio da cidade e movimenta a economia local. De acordo com o presidente da Associação do Comércio Varejista de Feirantes do Guará (Ascofeg), Cristiano Jales, ela gera três mil empregos diretos e indiretos e tem faturamento bruto de cerca de R$ 1 milhão por mês.

POR MARINA MACÊDO FOTOS CELSO JUNIOR

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