Page 93

MODELO DE GESTÃO A Rede Sarah possui um sistema informatizado que controla todas as áreas, no qual se tem acesso desde a compra de medicamentos no almoxarifado até o prontuário do paciente. Implantado em 2006, ele registra tudo que ocorre em todas as redes, como quantidades de cirurgias realizadas, número de pessoas atendidas, além de mostrarem a satisfação do cliente. Para se consultar, o paciente não precisa ir até lá. O cadastro é feito pelo site, que gera um protocolo, e aí é só aguardar o contato do hospital. Quando o paciente for até o Sarah, a consulta já é garantida. Atualmente, o hospital está instalando totens de check-in, em que o próprio paciente irá informar sua chegada. Além disso, o profissional consegue acessar o tratamento realizado no Sarah online, com direito a fotos, vídeos, laudos, exames e comentários dos médicos. Há pacientes que se tratam lá por toda a vida. A maioria dos tratamentos são contínuos, porque muitos pacientes tiveram lesões irrecuperáveis. Eles tratam para amenizar as dores. Mas o Sarah é um hospital que ensina o paciente a se cuidar em casa. Então, em alguns casos, eles começam a ir todos os dias nas aulas de fisioterapia e depois fazem os exercícios em casa e só vão ao Sarah, de vez em quando, fazer uma manutenção. Racionalização de custos. Zero burocracia. Tudo é pensado de maneira estratégica. Nenhuma unidade do Sarah, por exemplo, tem em suas dependências ar-condicionado. A arquitetura criada por Lelé

“TRANSFORMAR CADA PESSOA EM AGENTE DE SUA PRÓPRIA SAÚDE” CAMPOS DA PAZ faz com que o ar circule. A economia está em todas as áreas. A presidente do hospital não tem secretária. O número de funcionários é bem menor do que se pensa. São 368 médicos para atender 1,5 milhão de pacientes por ano. O mundo inteiro chega até a Rede Sarah para aprender este sistema de gestão. Segundo a médica alemã Elise Klein, que estava acompanhando os trabalhos de pesquisa desenvolvidos no Sarah no dia em que a reportagem visitava a unidade, os brasileiros têm muito a ensinar aos alemães.  “É completamente diferente do que acontece em meu país, porque aqui o trabalho é feito em conjunto. Vi grupo de vários médicos, de várias especialidades, discutindo junto com o paciente e sua família, o melhor tratamento no processo de recuperação. Na Alemanha, o paciente iria passar de médico em médico e cada um iria dar uma opinião diferente”, conta Elise. “Para mim, não há problema, só existe desafio”, finaliza Lúcia.

GPSBrasília « 93

revista_GPS_brasilia_edicao_10.indd 93

07/04/15 00:10

Revista GPS Brasília 10  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you