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EXEMPLO

O SONHO Em uma visita a Londres, na Inglaterra, na companhia da filha Márcia, a então primeira-dama Sarah Kubitschek conheceu um moderno centro de reabilitação. Resolveu fazer o mesmo na recém-inaugurada Capital Federal e, em 1960, nascia, junto com Brasília, o Centro de Reabilitação Sarah Kubitschek, implantado pela Fundação das Pioneiras Sociais. Esse projeto não poderia ser realizado se não fosse a audácia e os conhecimentos de um homem: Aloysio Campos da Paz Júnior. Médico formado no Rio de Janeiro, Campos da Paz foi até Oxford, na Inglaterra, se especializar em ortopedia e reabilitação. Em 1968, assumiu o Hospital Sarah em Brasília e assim passou a aplicar todos os seus conhecimentos médicos e também de gestão no

fundação, mas em 1988, com o Regime Jurídico Único, passou a ser subordinado à administração direta. Foi quando Campos da Paz solicitou que fosse enviado ao Congresso Nacional uma lei que permitisse que o hospital se tornasse instituição pública não estatal. Com a aprovação da lei, todos os médicos e profissionais envolvidos abriram mão de seus empregos públicos e foram contratados por um ente, criado pelo congresso, que é uma associação de direito privado, com o objetivo de prestar

hospital. “Quando cheguei em Brasília com minha mulher, olhávamos a noite pela janela do hotel assustados com o ruído e a luz dos holofotes. Era a cidade sendo construída. Ali nós tivemos um sensação de futuro”, disse em entrevista ao jornalista Jô Soares, em 1996. A sensibilidade de Campos da Paz foi fundamental para a concepção do novo Centro de Reabilitação e para como não torná-lo obsoleto, diante das burocracias de uma entidade pública.  O hospital começou a funcionar como

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