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Casa projetada pelo arquiteto Ney Lima

ORIGEM 1VGTOQEQDQIÏUWTIKWPQƂPCNFC década de 1920, em Recife (PE), para denominar a utilização de aberturas nas construções que permitiam a entrada da luz solar e da ventilação. É a junção dos sobrenomes dos engenheiros português Amadeu Oliveira Coimbra, alemão Ernesto August Boeckmann e brasileiro Antônio de Góis, criadores da técnica. “A utilização desse elemento vazado começou a se difundir pelos portugueses, mas antes disso os árabes já faziam”, diz o arquiteto Paulo Marcos. O primeiro uso de cobogó em edifício público é em um prédio no Alto da Sé, em Olinda (PE), construído em 1934, um projeto do arquiteto mineiro Luis Nunes. O prédio de seis andares é a antiga Caixa d’água de Olinda e uma de suas fachadas é inteira vazada com cobogós, e hoje é um mirante.

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Pode-se dizer que os cobogós são uma herança da cultura árabe. Há milhares de anos são usados os muxarabis para fechar parcialmente ambientes. “Faz parte da arquitetura islâmica e também é muito utilizado na península ibérica”, diz Paulo Marcos. Eles têm função parecida, apesar de serem de matérias-primas diferentes. “Por serem feitos em madeira, os muxarabis são mais delicados”, explica o arquiteto. Paredes ou detalhes como os cobogós e muxarabis podem ser vistos em muitas construções pelo mundo, como na Mesquita de Córdoba, na Espanha; no Ministério das Relações Exteriores, em Lima, no Peru. Cidades coloniais brasileiras também têm muitos desses elementos, como nas varandas do Grande Hotel, em Ouro Preto, projeto de Oscar Niemeyer. Os muxarabis são muito encontrados em móveis e até em confessionários de igrejas.

07/04/15 00:09

Revista GPS Brasília 10  
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