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RETRANCA

Suely de Roure mora em um prédio com cobogós há 40 anos

Brasília. “Acho lindos os cobogós. Para mim, o melhor é não precisar ligar a luz durante o dia, pois a claridade natural é ótima. Acho muito significativo morar em um prédio tão característico da cidade”, revela. A pioneira Maria Marta Cintra chegou em Brasília dois dias depois da inauguração da nova Capital. Sempre morou em prédios com cobogós. Hoje, vive na 104 Sul. A filha, Isabella, mora na 106 Sul, também em bloco com os elementos vazados. “A gente brinca que morar nesses prédios que fazem parte da história de Brasília é como viver em Manhattan. E, mesmo vivendo em apartamento, os cobogós nos

dão a sensação de liberdade, de espaço”, diz Isabella. Mas nem só luz e vento passa pelo cobogó. A professora Beatriz Oliveira, de 52 anos, conta que na infância, no prédio onde morava na 305 Sul, os pombos entravam pela abertura. “Eles levavam os gravetos até os vãos e faziam os ninhos. Acompanhávamos todo o processo. Era um verdadeiro pombal. A diversão da nossa infância”, lembra. Os morcegos também eram presença constante. Até que sua mãe resolveu fechar com blindex. “Acho que os cobogós dão um pouco de privacidade na área de serviço, as roupas não ficam expostas para quem passa na rua”, diz a professora.

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