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RETRANCA

Na Universidade de Brasília (UnB), o prédio do Instituto de Química, projetado pelo arquiteto Aleixo Furtado, tem algumas paredes deles. São modernos e coloridos, deixam o prédio mais bonito, além de oferecerem ventilação e iluminação naturais. A ideia de usar o cobogó foi para evitar que mau cheiro ficasse em áreas fechadas, como acontecia quando os laboratórios funcionavam no subsolo. Ainda na UnB, alguns prédios da Colina, área residencial dos professores e funcionários da universidade, têm cobogós na área de serviço, os projetados pelo arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé. Já em outros, projetados por Paulo Marcos Paiva de Oliveira, foram usados nos pilotis, para dar mais intimidade aos apartamentos dos zeladores. “Eu não queria as janelinhas altas. Quis janelas maiores, mas protegidas. Então, coloquei cobogós na frente”, diz Paulo. O projeto original do Brasília Palace Hotel tinha cobogós nos corredores de acesso aos apartamentos. Mas, quando foi reconstruído após pegar fogo, eles foram substituídos por janelas. Também foram utilizados em construções mais recentes, como a Biblioteca Nacional de Brasília, projeto de Oscar Niemeyer.

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